Sara Carolina Carvalho de Souza, acusada de matar o próprio filho recém-nascido em 2016, foi condenada por infanticídio a dois anos de prisão em regime fechado. A ré foi julgada, nesta quinta-feira (3), no Tribunal do Júri de Londrina.
O caso ocorreu quando Sara tinha 18 anos. De acordo com a denúncia, a acusada teve o bebê no banheiro de casa e desmaiou. Ao recobrar os sentidos, enrolou o recém-nascido em uma blusa e deitou ao lado dele. Na sequência, colocou a criança em uma sacolinha de papel e ficou deitada na cama até ser encontrada.
O laudo de necropsia do IML apontou que o bebê morreu por falta de cuidados, sofreu hemorragia, teve hipotermia e falta de oxigênio.
Em depoimento à Justiça, Sara afirmou que, na época dos fatos, ela e o namorado eram menores de idade e que ela tinha um péssimo relacionamento com a mãe. Para não preocupar ainda mais a família, pois o irmão estava preso em Curitiba, a acusada decidiu esconder a gravidez.
A ré contou ainda que depois do parto desmaiou e como estava se sentindo fraca, decidiu deitar com o bebê ao lado.
Durante depoimento na manhã desta quinta, a mãe da ré e uma amiga foram ouvidas. A amiga disse que a acusada contou que estava grávida e ela e o namorado tinham decidido comprar um medicamento abortivo. No entanto, a testemunha não soube dizer se a acusada tomou o remédio. A mãe da ré afirmou que não sabia da gravidez e que não ouviu nenhum barulho no dia que a filha teve a criança.
Sara não tinha antecedentes criminais.