A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Nova Aurora, prendeu preventivamente uma mulher suspeita de matar o próprio marido no município de Cafelândia. O crime ocorreu no mês de março e é investigado como homicídio qualificado.
Inicialmente, a investigada afirmou que a morte teria sido causada por um disparo acidental. Segundo a versão apresentada, o marido realizava a manutenção de uma espingarda calibre .22 quando a arma teria disparado, atingindo o braço da vítima e, na sequência, o coração.
No entanto, conforme a Polícia Civil, o andamento das investigações apontou contradições entre o relato da mulher e os elementos apurados no inquérito. Entre os pontos levantados estão divergências sobre o local do crime e depoimentos de testemunhas, o que motivou o pedido de prisão preventiva.
A suspeita foi detida e permanece à disposição da Justiça.
Defesa contesta prisão
Em nota, a defesa da mulher afirma que há elementos no processo que indicam uma versão diferente da apresentada pela investigação. Os advogados sustentam que a prisão preventiva não preenche os requisitos legais e destacam que a acusada colaborou com as apurações, comparecendo aos atos, além de possuir residência fixa, ocupação lícita e não ter antecedentes criminais.
A defesa também argumenta que a conclusão adotada até o momento seria precipitada e que ainda há inconsistências que precisam ser analisadas durante a instrução processual, com base em provas periciais, circunstanciais e testemunhais.
Por fim, os advogados afirmam confiar na revisão do caso ao longo do processo e na apresentação de elementos que possam esclarecer os fatos.