Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Militar sob a acusação de tráfico de drogas no Jardim Ideal, bairro localizado na zona leste de Londrina. A suspeita já possui histórico criminal pelo mesmo delito e utilizava um método de ocultação em uma área de vegetação para tentar despistar as forças de segurança.
A operação que resultou na captura foi desencadeada a partir de denúncias anônimas da comunidade. Moradores da região registraram imagens em vídeo que comprovavam o fluxo contínuo de usuários no ponto de venda de entorpecentes, o que direcionou o patrulhamento estratégico da corporação.
Para evitar o flagrante com grandes volumes, a investigada escondia as porções de cocaína e crack em uma área de mata situada do outro lado da rua. Ela cruzava a via e buscava no esconderijo apenas a quantidade exata solicitada por cada comprador. No perímetro da abordagem, os policiais apreenderam as substâncias ilícitas e uma quantia em dinheiro trocado, configuração típica da atividade de comércio varejista.
"Os policiais militares em patrulhamento viram que ali naquele ambiente, no Jardim Ideal, a característica era de tráfico em andamento. Aquela quantidade de pessoas que chegam e saem, veículos em movimento, parando sempre na mesma esquina. A pessoa que era abordada era uma mulher, já conhecida do meio policial pelo envolvimento com o tráfico de drogas. Ela ia até o outro lado da rua e buscava alguma coisa na mata. Quando ela foi abordada pela polícia, foi descoberto do que se tratava. Eram entorpecentes que ela estava ocultando na mata. Assim que era procurada pelos usuários, ela ia buscar esses entorpecentes conforme o pedido. Ela foi presa em flagrante novamente", detalhou o Capitão Emerson Castro.
Logística do reabastecimento
As investigações e o monitoramento apontaram que a dinâmica do ponto contava com o suporte de um motociclista. O condutor passava periodicamente pelo endereço com o objetivo de reabastecer a mulher com novos estoques de substâncias e recolher os valores em espécie arrecadados com as vendas anteriores.
"Como já é de conhecimento, ela vende o que tem e, logo na sequência, vem um motociclista, entrega mais porções e recolhe o dinheiro. Aquilo é uma rotina na região, mas também é uma rotina da Polícia Militar combater o tráfico de drogas. Quem está vendo, observando, ouvindo e tem informações, está denunciando, e a polícia está dando a resposta", concluiu o capitão.