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Mulher é presa suspeita de vender pacotes de viagens falsos

18 set 2026 às 09:59

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente uma mulher de 45 anos, proprietária de uma agência de viagens em Ponta Grossa, investigada por suspeita de estelionato envolvendo a venda de pacotes turísticos fraudulentos.


O mandado de prisão foi cumprido pela 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa. Segundo a investigação, a suspeita oferecia viagens para destinos como Porto de Galinhas (PE), Gramado (RS) e Rio de Janeiro (RJ), com preços atrativos e condições facilitadas.


Ainda conforme a PCPR, ela afirmava ter parcerias com empresas conhecidas do setor para transmitir credibilidade aos clientes.


Pagamentos eram feitos antecipadamente


De acordo com as investigações, os clientes realizavam pagamentos antecipados por PIX ou transferência bancária. A polícia afirma que, em diversas situações, eram utilizadas contas de terceiros, incluindo uma conta pertencente à mãe da investigada.


Após receber os valores, a suspeita não realizava reservas de hotéis, emissão de passagens ou contratação de serviços relacionados às viagens.


Quando a data dos embarques se aproximava, segundo a polícia, a comunicação com os clientes era interrompida ou eram apresentadas justificativas para explicar a não realização dos serviços.


Ao menos 20 vítimas


Até o momento, o inquérito contabiliza ao menos 20 vítimas, com prejuízo estimado em dezenas de milhares de reais.


A PCPR destaca que, além das perdas financeiras, as vítimas teriam enfrentado impactos emocionais. Segundo a investigação, algumas famílias planejavam as viagens com meses de antecedência e organizaram férias e compromissos para realizar os passeios.


A polícia afirma que, em alguns casos, os clientes descobriram próximo à data da viagem que os serviços contratados não haviam sido providenciados.


Investigada teria negado irregularidades


Mesmo após o caso ser divulgado por veículos de comunicação da região, a investigada teria concedido entrevistas negando a prática de irregularidades.


Diante da investigação e da suspeita de reiteração dos crimes, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi autorizada pelo Poder Judiciário.


Polícia procura possíveis vítimas


A PCPR orienta que pessoas que tenham contratado serviços da empresa ou da investigada e não tiveram as viagens realizadas procurem a delegacia mais próxima ou a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa.


É recomendado levar comprovantes de pagamento, contratos e conversas mantidas com a empresa ou com a investigada para formalizar a denúncia e contribuir com a investigação.


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