O pedido de socorro de uma mulher em Cascavel chama atenção para uma realidade vivida por muitas vítimas de violência doméstica.
Ela conta que viveu por mais de 20 anos com o ex-marido, com quem constituiu família. Nos últimos anos, segundo o relato, passou a sofrer ameaças, agressões e humilhações. Após decidir encerrar o relacionamento, diz que a situação se agravou.
De acordo com a vítima, o homem segue fazendo ameaças e a persegue em diferentes locais, como em casa, no trabalho e na rua. O medo, segundo ela, é constante.
Ainda conforme o caso, o suspeito já foi preso duas vezes e atualmente utiliza tornozeleira eletrônica, mas mesmo assim continuaria tentando contato.
A vítima buscou orientação junto ao Ministério Público. Segundo a promotoria do Juizado de Violência Doméstica e Familiar, cada caso é analisado de forma individual, mas o descumprimento de medidas protetivas deve ser comunicado imediatamente às forças de segurança.
Outro ponto levantado é o uso do botão do pânico, que existe em Cascavel, mas é disponibilizado conforme critérios definidos pela Justiça.
Dados apontam que mais de cinco mil casos estão em andamento no juizado de violência doméstica na cidade. Apesar disso, as medidas protetivas têm sido apontadas como importantes para evitar casos mais graves.
A orientação é que vítimas procurem ajuda e registrem denúncia. Em situações de risco, há possibilidade de encaminhamento para locais seguros até a definição de medidas judiciais.