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Mulheres lideram atendimentos do Samu e enfrentam preconceito em Londrina

03 mar 2026 às 19:37

Uma equipe formada exclusivamente por mulheres atua na linha de frente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Londrina. O grupo é composto pela médica Amanda Lima, pela enfermeira Raquel Bertoli e pela condutora Crislaine Reis. Crislaine ocupa uma posição de destaque por ser a única mulher motorista de ambulância do Samu na cidade. Ela afirma que escolheu a profissão em busca de melhores oportunidades de remuneração.


As profissionais representam uma tendência estadual, já que as mulheres compõem 67% da força de trabalho na saúde no Paraná. Apesar da maioria numérica, a equipe relata enfrentar preconceitos persistentes no mercado. A médica Amanda Lima afirma que muitos pacientes e acompanhantes hesitam em acreditar que ela é a responsável técnica pelo atendimento. Crislaine também relata desafios diários para consolidar seu espaço em uma função historicamente ocupada por homens.


A rotina da equipe exige o equilíbrio entre a pressão das emergências e as responsabilidades da vida pessoal. A enfermeira Raquel Bertoli, que seguiu a vocação pela área da saúde, ressalta a complexidade de conciliar os plantões com a criação dos filhos. Após a conferência diária de equipamentos, o grupo sai às ruas para atendimentos que variam de acidentes de trânsito a casos clínicos graves, onde a agilidade é determinante para o sucesso da intervenção.


Mesmo com as dificuldades, as profissionais destacam o reconhecimento da população como principal recompensa. Crislaine recorda momentos de admiração, incluindo casos em que pacientes se emocionaram ao ver uma mulher no comando da viatura. Para a dra. Amanda, a presença feminina no serviço de urgência serve como inspiração para outras mulheres. A equipe segue atuando no sistema de prontidão e abre caminho para a diversidade de gênero em funções operacionais críticas da segurança e saúde pública.

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