Moradores do Residencial Flores do Campo e de bairros vizinhos participaram de um grande mutirão de empregos e regularização migratória na Zona Norte de Londrina. A ação social, que movimentou o fim de semana na Igreja Luz do Salvador, abriu frentes de contratação e ofereceu suporte documental tanto para trabalhadores brasileiros quanto para estrangeiros que buscam recolocação no mercado.
O evento foi promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Londrina, por meio do Programa de Atendimento aos Migrantes, em uma parceria direta com a Cáritas Arquidiocesana de Londrina e com o RPF Group. O objetivo central da iniciativa foi acelerar a inclusão social e dar autonomia financeira a famílias em situação de vulnerabilidade social.
Um dos participantes atendidos foi o auxiliar de manutenção Mariano de Jesus Lopes, que aproveitou a oportunidade para atualizar seus dados cadastrais. Ele conseguiu sair do local com uma entrevista de emprego agendada e agora aguarda as próximas etapas do processo seletivo para garantir uma vaga no setor de carnes.
Vagas de emprego no Frigorífico RPF e contratação imediata
As oportunidades abertas pelo Frigorífico RPF são voltadas para as funções de auxiliar de produção e auxiliar de expedição. De acordo com o assessor do grupo, Ralfo Netto, a abertura dos postos de trabalho decorre da expansão das atividades da empresa, que está implantando um novo turno de produção na planta industrial.
Para concorrer às vagas, o único requisito obrigatório exigido pelos recrutadores é ter mais de 18 anos. Para facilitar a inserção, a empresa oferece suporte com o idioma e auxílio no preenchimento das fichas.
A recrutadora Yakelin Fuentes, que atua diretamente no setor de recursos humanos da companhia, destacou a importância de ouvir as trajetórias de vida e acolher as famílias que escolheram Londrina como um local para recomeçar. As estruturas e os espaços para a realização das dinâmicas foram cedidos pelo pastor Luiz Alberto Rodrigues.
Regularização documental na Polícia Federal
Paralelamente às entrevistas de trabalho, o mutirão prestou assistência jurídica e burocrática para a regularização de imigrantes. Foram realizados atendimentos voltados para emissão e renovação de protocolos de refúgio, pedidos de autorização de residência, emissão de CPF, concessão de vistos e a emissão do Registro Nacional Migratório (RNM). A equipe da prefeitura também agilizou o agendamento de atendimentos obrigatórios junto à Polícia Federal.
O coordenador do programa de acolhimento, Marcos Regazzo, apontou que o Flores do Campo concentra a maior parcela do público-alvo assistido pelas entidades assistenciais da cidade.
"Estimamos a presença de 1.645 imigrantes no bairro, sendo que cerca de 80% dessas pessoas encontram-se em situação de extrema vulnerabilidade social, composta em sua grande maioria por venezuelanos", explicou o coordenador.
A gerente de gestão do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Cláudia Lanzoni, reforçou que a regularização dos documentos oficiais e o acesso ao mercado de trabalho formal são os pilares fundamentais para garantir o pleno exercício da cidadania e a construção de uma nova realidade econômica para os moradores.