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Na véspera do Dia das Mães, Osuel apresenta concerto especial com Mozart e Beethoven

04 mai 2026 às 10:57

Com um programa dedicado a duas das maiores genialidades da música clássica, Mozart e Beethoven, a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel) abre a Série Catuaí, da Temporada Ouro Verde 2026, nos dias 8 e 9 de maio, às 20 horas. Os concertos serão apresentados na véspera do Dia das Mães, uma oportunidade especial para presentear aquelas que apreciam a música erudita. O programa reúne três obras de peso do repertório clássico, que serão conduzidas pelo violinista Winston Ramalho, convidado desta série para atuar tanto na direção artística quanto como solista. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo site oficial da Osuel: https://osuel.pagtickets.com.br/. 

 

A noite começa com a “Abertura ‘A Clemência de Tito’", de Wolfgang Amadeus Mozart. Composta em 1791, o último ano de vida do compositor, a peça é a abertura de sua derradeira ópera, encomendada às pressas para as festividades de coroação de Leopoldo II em Praga. Conta a lenda que Mozart escreveu a abertura dentro de uma carruagem durante a viagem à cidade, concluindo-a poucas horas antes do primeiro ensaio. O resultado é uma obra brilhante e festiva, que revela a capacidade do compositor de manter altíssimos padrões musicais mesmo sob pressão extrema.


Na sequência, a Osuel apresenta a grande atração da noite, o “Concerto para Violino em Ré Maior”, de Ludwig van Beethoven. Composto em poucas semanas, no final de 1806, a pedido do violinista Franz Clement, é uma das obras mais admiradas do repertório para violino. O diálogo entre o solista e a orquestra combina lirismo, grandeza e uma profundidade poética que tornaram o concerto uma referência indispensável nos palcos do mundo, embora, curiosamente, a obra não tenha sido bem recebida na estreia, conquistando seu lugar definitivo no repertório apenas em 1844, quando o jovem Joseph Joachim a executou sob regência de Felix Mendelssohn.


Para encerrar a noite, a orquestra interpreta a “Sinfonia nº 36 em Dó Maior ‘Linz’”, de Mozart. Escrita em apenas seis dias, durante uma estadia na cidade austríaca que lhe dá nome, a sinfonia é considerada uma das joias de sua produção. Luminosa, enérgica e elegante, com um primeiro movimento de abertura lento, numa homenagem direta ao estilo de Haydn, que dá à obra um caráter ao mesmo tempo celebrativo e intimista.


Experiência no violino


À frente do concerto estará Winston Ramalho, apontado pela crítica especializada como um dos mais destacados violinistas brasileiros de sua geração. Formado no Brasil e no exterior - com passagens pela Juilliard School, de Nova Iorque, onde estudou com a renomada pedagoga Dorothy Delay; e pela Universität für Musik und darstellende Kunst Graz, na Áustria, onde foi aluno e assistente do consagrado professor Tibor Varga -, Ramalho construiu uma trajetória sólida em competições nacionais e internacionais, conquistando o primeiro prêmio em todas de que participou, entre elas o Shell Competition for Young Musicians em Londres e o Concurso Jovens Solistas da Osesp.


Além de sua carreira como solista, tem uma intensa atuação didática nos principais festivais de música do Brasil e da América do Sul, e atualmente é diretor musical e spalla da Orquestra de Câmara de Curitiba, da Camerata Antiqua de Curitiba e da Orquestra Anima Musicale, além de ser Endorsement Artist da marca de cordas Thomastik Infeld.


Para o músico, acumular as funções de solista e diretor no palco é um grande desafio, que começa muito antes do concerto. "Vai desde o princípio do estudo. Estudar todas as partes, estudar a música, pensar nos ensaios", explica. Na hora da apresentação, a tensão se multiplica. "No palco, ela é triplicada, porque não é só a minha parte que eu tenho que estar conectado, mas também com a parte de todos os músicos da orquestra. Apesar disso, é um desafio maravilhoso", descreve.


Ele destaca uma curiosidade sobre o Concerto para Violino de Beethoven, que está no centro do programa. O músico revela que o seu professor na Áustria, o virtuose Tibor Varga, costumava dizer que se trata do concerto mais difícil do repertório para violino, e que só deveria ser estudado após os 30 anos. "Foi o que eu fiz", confirma, com a segurança de quem chegou à obra no tempo certo. 


Para quem nunca foi a um concerto de música clássica, o experiente violinista diz que não há motivo para hesitar, pois a programação é acessível e cheia de emoção. "Alguém que nunca escutou música clássica, jamais foi a um concerto, com certeza não terá nenhuma dificuldade em sentir o que a gente vai passar, a história que o compositor contou, na nossa versão", garante.


Os ingressos para os concertos desta série variam de R$ 20 a R$ 30 a meia-entrada, e de R$ 40 a R$ 60 a entrada inteira, dependendo do setor, e já estão à venda.

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