Uma nova denúncia de possível agressão envolvendo crianças veio à tona no CMEI Geraldo Figueiredo, em Cascavel. Uma mãe afirma que a filha, então com três anos, relatou ter sido agredida por uma professora em 2024. O caso voltou a ser questionado após a prisão de uma monitora suspeita de agredir crianças na mesma unidade.
O relato foi registrado em áudio pela mãe em 2024. Na época, segundo ela, a filha começou a apresentar mudanças de comportamento. A criança passou a se arranhar e chorava com frequência quando era deixada no CMEI.
Diante da mudança, a mãe conversou com a filha e afirma que a menina contou que ela e um colega estariam sendo agredidos repetidamente pela mesma professora.
Segundo a mãe, foram anos tentando lidar com o que aconteceu. A prisão recente de uma monitora suspeita de agredir alunos no mesmo CMEI fez com que o caso voltasse à tona e reacendesse o sentimento de revolta e de falta de respostas.
Sem uma conclusão que, segundo ela, esclarecesse completamente a situação, a mãe decidiu procurar a reportagem para cobrar mais atenção e celeridade na apuração de relatos feitos por crianças.
A reportagem consultou informações sobre o caso e constatou que a profissional citada pela mãe continua atuando no CMEI. Também existem dois boletins de ocorrência registrados em 2024 relacionados à situação. A investigação, conforme as informações disponíveis, permanece em tramitação.
A coordenação da unidade e a Secretaria Municipal de Educação têm conhecimento do caso.
Em nota, o Município informou que o processo foi arquivado em janeiro de 2025 devido à ausência de elementos que comprovassem autoria e materialidade. A administração municipal também afirmou que, por se tratar de procedimento protegido por sigilo, não pode fornecer detalhes sobre a apuração.
O Município ressaltou ainda que atua com imparcialidade e observa os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
O novo questionamento ocorre justamente em meio à investigação envolvendo a monitora presa recentemente, aumentando a cobrança de pais e responsáveis sobre os procedimentos adotados pela rede municipal diante de denúncias envolvendo crianças.