O fim da colheita da soja e o início do plantio da segunda safra intensificaram o fluxo de maquinário pesado nas rodovias da região de Londrina, trazendo à tona a necessidade de cumprir a resolução do Contran que entrou em vigor em 2025. Registros recentes na PR-445, no trecho entre Bela Vista do Paraíso e Primeiro de Maio, flagram colheitadeiras trafegando sem a sinalização obrigatória, elevando o risco de colisões traseiras devido à baixa velocidade desses veículos. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, o cenário é preocupante, visto que, no ano passado, seis acidentes com tratores foram registrados na região, resultando na morte de dois operadores das próprias máquinas.
As normas atuais estabelecem critérios rigorosos baseados na largura do equipamento para garantir a segurança viária. Máquinas com até 2,80 metros de largura podem circular livremente, desde que possuam registro no Ministério da Agricultura. Já os veículos que medem entre 2,80 e 3,20 metros devem, obrigatoriamente, ser acompanhados por um carro de apoio com alerta ligado e a identificação visual "Trator Adiante". Para dimensões que ultrapassam os 3,20 metros, o transporte exige a Autorização Especial de Trânsito (AET) e, em casos de largura superior a 4,50 metros, o deslocamento deve ser feito exclusivamente por caminhão-prancha, sendo proibido o tráfego por conta própria.
A flexibilização da lei, que antes exigia que todo maquinário fosse embarcado, facilitou a logística dos produtores rurais, mas aumentou a responsabilidade jurídica dos proprietários. O tráfego permitido deve ocorrer apenas durante o dia, com boas condições de visibilidade e em trajetos de, no máximo, 40 quilômetros. O Tenente Mohamed Gomes, da Polícia Rodoviária, enfatiza que a sinalização é o fator determinante para evitar tragédias, lembrando que o proprietário pode responder criminalmente por acidentes causados por negligência às normas de segurança.
Apesar dos flagrantes de irregularidades, os dados de 2026 mostram um início de ano positivo, sem registros de acidentes envolvendo máquinas agrícolas até o momento na malha viária local. A expectativa das autoridades é que, com a continuidade da fiscalização rodoviária e a conscientização dos produtores sobre o uso de batedores, os índices de letalidade permaneçam zerados. O cumprimento das regras de 2025 é visto como essencial para equilibrar a agilidade necessária ao agronegócio com a preservação da vida de todos que utilizam as estradas paranaenses.