Depois de mostrar como os produtores ajudam a manter o Paraná na liderança nacional da produção de seda, nossa equipe volta a Diamante do Sul para acompanhar uma das etapas mais importantes dessa cadeia produtiva: o ciclo do bicho-da-seda.
O processo começa com pequenas lagartas que exigem cuidados constantes dos produtores. Durante várias semanas, elas são alimentadas exclusivamente com folhas de amoreira, cultivadas especialmente para essa finalidade.
A alimentação acontece várias vezes ao dia e precisa seguir critérios rigorosos de qualidade. Temperatura, umidade e limpeza do ambiente também são fatores fundamentais para garantir o desenvolvimento saudável dos animais.
Conforme crescem, as lagartas passam por diferentes fases até chegar ao momento mais esperado pelos produtores: a formação dos casulos. É nessa etapa que acontece a transformação responsável por tornar o Paraná referência nacional no setor.
Ao atingir a maturidade, o bicho-da-seda começa a produzir um fio extremamente fino e resistente. Utilizando esse material, a lagarta constrói o casulo que servirá como proteção durante sua metamorfose.
Cada casulo é formado por um único fio contínuo de seda, que pode atingir centenas de metros de comprimento. Após a colheita, esse material segue para as indústrias responsáveis pelo beneficiamento e transformação da fibra em tecido.
O resultado final é uma matéria-prima valorizada mundialmente e utilizada principalmente pela indústria da moda e do mercado de luxo.
Graças a esse trabalho, o Paraná continua concentrando a maior parte da produção brasileira de seda, mantendo uma tradição que atravessa gerações e conecta pequenas propriedades rurais aos mercados mais exigentes do mundo.