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O que se sabe até agora sobre a cascavelense presa em Bali

19 out 2026 às 08:53

Uma cascavelense identificada como Thania Cristina dos Santos, de 36 anos, foi presa em Bali, na Indonésia, transportando cocaína líquida diluída em frascos de cosméticos. 


A mulher teria embarcado no Brasil e foi detida ao desembarcar no Aeroporto Internacional Ngurah Rai, em Bali, no dia 06 de outubro. Em revista aos pertences, os agentes encontraram mais de 3,6 kg da droga. Durante depoimento, ela afirmou que receberia U$ 50 mil para transportar o entorpecente. 


O advogado Gustavo Paiva, responsável pela defesa de Thania, esteve ao vivo no programa Primeira Hora, para falar sobre o caso. Segundo ele, a cliente não é um caso isolado: "Tratam-se de paraenses que estão sendo cooptados para este trabalho de mulas do crime organizado para países europeus e asiáticos para o tráfico internacional de drogas ", coloca. 


De acordo com o advogado, as infomações preliminares indicam que a droga teria saído do Rio de Janeiro sendo transportada de forma diluída em frascos de cosméticos. Para Gustavo, esta forma de transporte é um agravante ao caso: "Ela sai do Brasil com esta droga diluída de uma forma incomum, e isto é um agravente porque as autoridades da Indonésia entendem que é uma forma de burlar a fiscalização naquele país", esclarece. 


O crime de tráfico de drogas em países asiáticos costuma ser julgado com penas severas, no caso da cascavelense, existe a possibilidade de pena de prisão perpétua e até pena de morte por fuzilamento. O advogado explicou quais os direitos da cascavelense frente a justica da Indonésia: "Todo aparato consular e da embaixada brasileira é dado a qualquer brasileiro que é preso fora do país. A autuada em especial já tem um representante, além disso, o trabalho da embaixada e do consulado é constante. Mas, é importante deixar claro que ela será julgada pelas leis da Indonésia" conclui. 






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