A duplicação da Avenida Constantino Pialarissi, via estratégica que liga a UEL a diversos condomínios na zona oeste de Londrina, está oficialmente paralisada. Embora o cronograma inicial previsse a entrega para dezembro de 2025 — prazo que já incluía um aditivo de 180 dias —, a obra alcançou apenas 38% de execução até o momento. Diante do impasse, o Município de Londrina e a construtora responsável decidiram suspender os trabalhos por 120 dias, deixando os moradores sem previsão clara para a conclusão.
A Secretaria Municipal de Obras justifica a demora por uma combinação de fatores, citando as fortes chuvas do início de 2025 e dificuldades na desapropriação de terrenos, cujos valores chegaram a dobrar em relação à avaliação inicial. Além disso, o atraso na liberação de licenças ambientais junto ao Instituto Água e Terra (IAT) travou frentes importantes de trabalho. Mesmo com o canteiro operando em ritmo mínimo, um reajuste de R$ 2 milhões foi concedido ao contrato em novembro, elevando o custo total da intervenção por equilíbrio econômico-financeiro.
Em nota oficial, a secretaria informou que a suspensão foi acordada para “garantir a execução sem prejuízo aos cofres públicos”. Atualmente, apenas serviços pontuais são realizados no local, enquanto o governo municipal tenta negociar a liberação parcial de trechos concluídos para amenizar os transtornos. A paralisação reforça críticas sobre o planejamento de infraestrutura em uma área de expansão urbana acelerada em Londrina.
Nota da Prefeitura de Londrina:
A Secretaria Municipal de Obras e a empresa responsável pelas obras de duplicação da Avenida Constantino Pialarissi, no Jardim Columbia, decidiram em comum acordo suspender os trabalhos por 120 dias para garantir a execução sem prejuízo aos cofres públicos.
O excesso de chuvas entre o final de 2024 e o início de 2025 afetou o cronograma, atrasando o início das obras. Além disso, a prefeitura questiona na Justiça os valores das desapropriações, que chegaram a dobrar em relação às avaliações iniciais, e aguarda a liberação de licenças ambientais no IAT.
Diante dessas situações, a administração decidiu pela suspensão temporária para dar celeridade às pendências e evitar novos gastos em caso de abandono da obra.