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Onças do Iguaçú: Tarobá acompanha biólogos na instalação de câmeras na mata

24 ago 2022 às 07:08

Enquanto o IBGE faz o censo em todo o país na fronteira entre Brasil e Argentina biólogos querem saber quantas onças vivem no Parque Nacional do Iguaçu. Para isso não tem ressenciador não e sim tecnologia.

Antes de entrar na mata todo mundo precisa estar bem equipado, luvas, cantil, facão e tem que levar comida, afinal a caminhada é puxada 16 quilômetros. E não pode faltar um GPS, ferramenta fundamental para não se perder dentro da reserva.


No local indicado a equipe encontrou uma clareira, antes de mais nada é preciso limpar a área para evitar que as plantas interfiram no equipamento. Serão instaladas duas câmeras com sensor de movimento, uma fotográfica e outra filmadora para pegar os animais dos dois lados é a única forma de fazer a identificação dos felinos por conta das pintinhas que elas tem no corpo. As câmeras são presas com cabo de aço e cadeados.


Ao todo só do lado brasileiro serão monitorados 160 pontos durante três meses. A trilha que os profissionais percorreram é de extrema importância. Isso porque no local ficava a antiga Estrada do Colono, era uma estrada de terra de aproximadamente 17 quilômetros que ligava o Oeste do estado ao Sudoeste atravessando o Parque Nacional. Ela foi fechada no início dos anos dois mil por uma decisão da Justiça atendendo um pedido do Ministério Público federal isso foi fundamental para a preservação das espécies.


O resultado é positivo, cada vez mais onças aparecendo nos flagrantes, animais como a janaína, índia, indira, mitacoré, sem falar nas oncinhas algumas ainda aguardando nomes. Em 2021 foram 219 flagrantes e 23 onças catalogadas e em 2022 também teve novos registros e a grande maioria é de mães com os filhotes.


Confira a reportagem de Vinicius Machado. 


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