Três onças-pardas e dois gatos-mouriscos tratados no Hospital Veterinário da UniFil, em Londrina, ganharam um novo lar em Santa Catarina. Os cinco animais foram levados para o Parque ZooBotânico de Brusque, onde vão viver em um espaço preparado para espécies que não podem mais ser devolvidas à natureza.
A transferência foi coordenada pela médica-veterinária Daniela Martina, responsável pelo Hospital Veterinário e pelo Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) do Norte do Paraná. Segundo ela, os animais passam a ter melhores condições de vida e acompanhamento especializado.
Entre as onças, duas ficaram por dois anos e 10 meses no hospital. Elas foram resgatadas ainda filhotes, com aproximadamente 20 dias de vida, depois que trabalhadores de uma lavoura em Ivaiporã encontraram três filhotes. A mãe dos animais estava morta.
Os três irmãos foram levados para o Hospital Veterinário da UniFil, onde receberam cuidados e cresceram saudáveis. No entanto, como foram criados sob cuidados humanos desde muito pequenos, perderam o instinto necessário para sobreviver na natureza.
De acordo com Daniela, os animais não conseguiriam mais caçar e buscar alimento sozinhos e poderiam ficar vulneráveis a caçadores. O terceiro irmão permanece no hospital e deverá ser transferido para outro local em breve.
Gatos-mouriscos também foram transferidos
O zoológico de Brusque também recebeu uma onça-parda fêmea de um ano, que chegou ao hospital quando tinha cerca de 50 dias de vida. O filhote havia sido encaminhado pelo CAFS de Maringá para receber tratamento em Londrina.
Os outros dois animais transferidos são gatos-mouriscos de seis meses, também provenientes da região de Maringá. Eles foram encontrados pela Polícia Ambiental e encaminhados para atendimento e recuperação no Hospital Veterinário da UniFil.
Novo lar
Segundo a equipe responsável pela transferência, o Parque ZooBotânico de Brusque oferece estrutura adequada e profissionais especializados para acompanhar os cinco animais.
A médica-veterinária Daniela Martina agradeceu à veterinária Milene Pugliesi Zapala e ao diretor do parque, Marcos Deichamann, pela decisão de receber os animais.
A operação de remoção também contou com a participação de um colaborador do Hospital Veterinário, identificado como Julião, de técnicos das regionais do Instituto Água e Terra (IAT) de Londrina e Cornélio Procópio e com apoio da Polícia Ambiental.
Com a transferência, os cinco animais iniciam um novo ciclo de vida em um ambiente preparado para suas necessidades, depois de meses ou anos sob os cuidados das equipes de proteção à fauna.