Os pacientes da UPA Centro, em Londrina, relatam esperas que chegam a quatro horas para atendimentos considerados leves. Alguns dizem ter permanecido na unidade das 5h às 14h sem previsão para serem liberados. Embora a Prefeitura de Londrina afirme que a demora média é de duas horas e meia, o cenário descrito por funcionários e usuários é outro.
Na última segunda-feira, um paciente convulsionou dentro da unidade antes mesmo de receber os primeiros cuidados médicos.
Funcionários que preferiram não se identificar, afirmam que o volume de pacientes na região central chega a ser o dobro do registrado em outros prontos atendimentos do município. Segundo os relatos, a carência de profissionais em bairros periféricos força o deslocamento da população para o centro, saturando o serviço.
Ano passado foram realizados investimentos para melhorara a estrutura da unidade. No total, a UPA tem 24 leitos de observação e 30 poltronas de hidratação, além de aumentar o corpo médico de nove para 13 profissionais por turno.
A ausência de informações claras sobre o tempo de espera gera insegurança em quem busca socorro, como no caso da empresária Márcia Andrade, que relatou demora mesmo para procedimentos simples de liberação, e da aposentada Silvana Félix, que, com sintomas de dengue, expressou medo de sofrer um colapso sem suporte imediato. Atualmente, a escala médica conta com 13 profissionais nos turnos diurnos, mas sofre redução durante a noite e madrugada.
Em nota, a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) esclareceu que o único Pronto Atendimento que realiza o encaminhamento de pacientes para a UPA Centro ou para o PA do Jardim Leonor é o do Maria Cecília. A pasta justificou que a unidade da zona norte conta com apenas dois médicos e possui espaço físico limitado, o que motiva a transferência de pacientes quando necessário.