O terremoto que atingiu a Colômbia deixou o Padre Rafael Solano, sacerdote colombiano que vive em Londrina, apreensivo com a situação da família e dos amigos que permanecem no país.
O abalo sísmico, de magnitude 7,4, provocou destruição em diferentes regiões e deixou centenas de vítimas. De Londrina, o padre passou a acompanhar as notícias e buscou imediatamente informações sobre os familiares.
Padre conseguiu contato com a família
Rafael Solano soube do terremoto na manhã de segunda-feira, pouco antes de ministrar uma aula. Assim que recebeu as primeiras informações sobre o desastre, entrou em contato com a família.
O sacerdote conseguiu falar com a mãe e o irmão e recebeu a confirmação de que os dois estavam bem e não haviam se ferido.
Apesar do alívio, o padre contou que o momento foi de muita preocupação diante da dimensão da tragédia e das notícias que chegavam da Colômbia.
Tragédia trouxe lembranças da infância
A situação também fez o sacerdote relembrar outro desastre que marcou a história recente da Colômbia: a erupção do vulcão Nevado del Ruiz, em 1985.
Na época, Rafael tinha 16 anos. A erupção provocou uma das maiores tragédias naturais da história do país e destruiu a cidade de Armero, além de atingir outras localidades da região.
A lembrança fez com que o atual desastre tivesse um significado ainda mais forte para o padre, que acompanha à distância os impactos provocados pelo terremoto.
Solidariedade mobiliza colombianos
Mesmo diante da destruição, Rafael Solano destaca a mobilização da população colombiana para ajudar as pessoas atingidas.
Grupos de voluntários passaram a organizar pontos de arrecadação e distribuição de água, alimentos e produtos de higiene para as famílias que precisam de auxílio.
Outro exemplo de solidariedade citado pelo sacerdote foi a iniciativa de um hotel de luxo em Cali, que abriu as portas gratuitamente durante uma semana para receber famílias que ficaram desabrigadas.
Longe da Colômbia, o Padre Rafael Solano segue acompanhando as informações e mantendo contato com familiares, enquanto reforça a esperança de que o país consiga superar a tragédia e reconstruir as áreas afetadas.