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Pai é autuado por vicaricídio após morte da filha de 5 anos

09 set 2026 às 07:31

Um homem de 30 anos foi preso após confessar ter matado a própria filha, de 5 anos, nesta terça-feira (8), em Ramilândia, no Oeste do Paraná. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso como vicaricídio.

A ocorrência foi atendida pela Delegacia de Polícia de Matelândia após acionamento da Polícia Militar.


Criança foi encontrada pelos avós


Segundo a investigação, os avós paternos da menina saíram de casa pela manhã para fazer compras. No imóvel ficaram a criança, que estava dormindo, e o pai.


Cerca de 1h30 depois, os avós retornaram e encontraram a neta caída no chão de um quarto e sem reação.

Profissionais de saúde foram chamados e confirmaram a morte. A médica que esteve no local identificou marcas na região do pescoço da criança.


Pai confessou o crime


De acordo com a Polícia Civil, o homem foi levado para a delegacia e prestou interrogatório audiovisual, durante o qual confessou ter provocado a morte da filha.


Ele relatou aos investigadores que havia consumido cocaína e maconha durante a noite e a madrugada e admitiu ter usado as próprias mãos para comprimir o pescoço da criança.


Ainda segundo a polícia, após o interrogatório, o homem afirmou que teria cometido o crime com o objetivo de atingir a mãe da menina.


O casal teria passado por uma separação conturbada.


Polícia investiga vicaricídio


Diante dos elementos reunidos até o momento, a Polícia Civil autuou o homem, em caráter preliminar, por vicaricídio.


O crime passou a fazer parte do Código Penal com a Lei nº 15.384/2026 e ocorre quando uma pessoa mata alguém ligado a uma mulher com o objetivo específico de causar sofrimento, punição ou controle sobre ela, no contexto de violência doméstica e familiar. A pena prevista é de 20 a 40 anos de prisão, com possibilidade de aumento em determinadas circunstâncias.


No caso de Ramilândia, a vítima é uma criança, circunstância que está prevista na lei como causa de aumento de pena.


Investigação continua


A Polícia Civil informou que poderá realizar um novo interrogatório, caso o homem queira prestar outros esclarecimentos sobre a motivação do crime.


O suspeito também negou qualquer violência de natureza sexual contra a criança, e a polícia informou que não encontrou indícios nesse sentido.


O homem permanece preso e à disposição da Justiça, enquanto as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica e a motivação da morte.

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