Um homem de 30 anos foi preso após confessar ter matado a própria filha, de 5 anos, nesta terça-feira (8), em Ramilândia, no Oeste do Paraná. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso como vicaricídio.
A ocorrência foi atendida pela Delegacia de Polícia de Matelândia após acionamento da Polícia Militar.
Criança foi encontrada pelos avós
Segundo a investigação, os avós paternos da menina saíram de casa pela manhã para fazer compras. No imóvel ficaram a criança, que estava dormindo, e o pai.
Cerca de 1h30 depois, os avós retornaram e encontraram a neta caída no chão de um quarto e sem reação.
Profissionais de saúde foram chamados e confirmaram a morte. A médica que esteve no local identificou marcas na região do pescoço da criança.
Pai confessou o crime
De acordo com a Polícia Civil, o homem foi levado para a delegacia e prestou interrogatório audiovisual, durante o qual confessou ter provocado a morte da filha.
Ele relatou aos investigadores que havia consumido cocaína e maconha durante a noite e a madrugada e admitiu ter usado as próprias mãos para comprimir o pescoço da criança.
Ainda segundo a polícia, após o interrogatório, o homem afirmou que teria cometido o crime com o objetivo de atingir a mãe da menina.
O casal teria passado por uma separação conturbada.
Polícia investiga vicaricídio
Diante dos elementos reunidos até o momento, a Polícia Civil autuou o homem, em caráter preliminar, por vicaricídio.
O crime passou a fazer parte do Código Penal com a Lei nº 15.384/2026 e ocorre quando uma pessoa mata alguém ligado a uma mulher com o objetivo específico de causar sofrimento, punição ou controle sobre ela, no contexto de violência doméstica e familiar. A pena prevista é de 20 a 40 anos de prisão, com possibilidade de aumento em determinadas circunstâncias.
No caso de Ramilândia, a vítima é uma criança, circunstância que está prevista na lei como causa de aumento de pena.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que poderá realizar um novo interrogatório, caso o homem queira prestar outros esclarecimentos sobre a motivação do crime.
O suspeito também negou qualquer violência de natureza sexual contra a criança, e a polícia informou que não encontrou indícios nesse sentido.
O homem permanece preso e à disposição da Justiça, enquanto as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica e a motivação da morte.