O pai do adolescente que morreu em uma ocorrência com a Guarda Municipal de Londrina na última sexta-feira (31), detido após a perseguição policial no Centro, prestou depoimento à polícia e negou que o filho estivesse armado durante a abordagem.
Durante o interrogatório, o condutor apresentou sua versão sobre a ocorrência e respondeu a questionamentos relacionados aos disparos efetuados antes da fuga e à intervenção dos agentes de segurança.
Segundo o depoimento, admitiu ter feito um disparo de arma de fogo para o alto após uma discussão. Ele relatou que a arma utilizada teria caído dentro do próprio veículo durante a situação.
Sobre o adolescente, o motorista afirmou que o filho não portava arma no momento da abordagem. De acordo com ele, o adolescente teria sofrido uma crise de epilepsia durante a ação.
Questionado se teria presenciado os disparos feitos pelos guardas contra o veículo ou contra o adolescente, Volmir afirmou que não viu os tiros.
A ocorrência começou na Rua Espírito Santo, onde, segundo a investigação inicial, o motorista teria ameaçado a ex-companheira e realizado disparos antes de fugir em uma Fiat Toro.
Durante a fuga, o veículo passou pelo Centro de Londrina, atingiu um motociclista nas proximidades do Ginásio Moringão e, posteriormente, colidiu contra um poste no cruzamento das ruas Gomes Carneiro e da Lapa.
Na abordagem final, a Guarda Municipal informou que o adolescente teria resistido às ordens para sair do veículo e tentado sacar um revólver calibre .22. Segundo a versão apresentada pelos agentes, os disparos foram efetuados após essa reação, e o jovem morreu no local.
O motorista foi autuado e encaminhado à Central de Flagrantes, onde também foram registrados sinais de embriaguez.
A Polícia Civil segue com as investigações para analisar as versões apresentadas, reunir provas e esclarecer a dinâmica da ocorrência.