O início de noite desta segunda-feira (13) foi marcado por revolta e cansaço para quem buscou o PAI (Pronto Atendimento Infantil) no centro de Londrina. Relatos de mães que aguardavam desde o final da manhã evidenciam um gargalo crítico no sistema de saúde pública da cidade, com crianças enfrentando sintomas de febre e dores em esperas que ultrapassaram as oito horas.
Para Patrícia de Lima, o dia foi de angústia com os filhos febris, enquanto a manicure Soraya Ribeiro confirmou que o funil do atendimento está justamente na espera pós-triagem, estágio onde é feita a classificação de risco e o tempo parece não passar para os usuários.
O drama de pacientes como Samara Rauel, que buscou ajuda médica pela terceira vez no PAI (Pronto Atendimento Infantil) sem sucesso até o início da noite, reforça a percepção de crise na unidade. Apesar das críticas e do cenário de lotação relatado pelas famílias, a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) apresentou números que contrastam com a percepção dos usuários.
Em nota, a pasta informou que a escala de profissionais para o turno estava completa e que foram realizados 241 atendimentos no período. Segundo a administração municipal, 57 desses pacientes foram classificados como "sem risco agudo", o que naturalmente gera uma espera maior em relação aos casos de urgência e emergência.
A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) afirmou que, apesar do tempo de espera elevado registrado nesta segunda-feira, a média diária de produtividade está dentro dos parâmetros cabíveis para a unidade. O posicionamento, no entanto, não acalma os ânimos dos pais que dependem da saúde pública em Londrina e cobram agilidade no fluxo de atendimento infantil.
O caso levanta discussões sobre a necessidade de reforço nas equipes de triagem ou a descentralização dos atendimentos para evitar que casos de baixa complexidade sobrecarreguem o pronto atendimento central, garantindo mais dignidade e rapidez no socorro aos pequenos londrinenses.