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Paralisação de ônibus causa transtornos no transporte coletivo de Foz do Iguaçu

27 abr 2026 às 12:45

A semana começou com dificuldades para quem depende do transporte coletivo em Foz do Iguaçu. Uma paralisação parcial da frota pegou passageiros de surpresa nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (27).


Por volta das 8h, cerca de 50 dos 108 ônibus que operam no município já haviam deixado de circular, afetando diretamente o deslocamento de trabalhadores, estudantes e demais usuários do sistema.


A paralisação havia sido anunciada na noite anterior, por meio das redes sociais do SINTROFI. Apesar disso, muitos passageiros relataram não ter tido tempo hábil para se reorganizar.


Entre os usuários, houve diferentes reações. Enquanto parte da população demonstrou insatisfação com a interrupção do serviço, outros manifestaram apoio à mobilização dos trabalhadores, incluindo grupos de estudantes.


A Viação Santa Clara, responsável pela operação do transporte coletivo desde março de 2022, informou que vem cumprindo integralmente as obrigações previstas nos acordos coletivos de trabalho. A empresa destacou ainda que as negociações com a categoria tiveram início em fevereiro deste ano e seguem em andamento.


Entre os pontos em discussão está o reajuste salarial. O município apresentou proposta de aumento de 5% sobre a folha de pagamento, além da manutenção de benefícios, que continuam sendo debatidos entre as partes.


A empresa afirmou estar empenhada em chegar a um acordo para restabelecer integralmente a operação do transporte público no menor prazo possível, a fim de reduzir os impactos à população.


Em nota, a Prefeitura de Foz do Iguaçu reforçou que o contrato com a empresa está em dia, com todos os reajustes aplicados, sem atrasos de pagamento. Sobre a data-base, o município confirmou que concordou com o reajuste de 5%.


Em relação ao adicional conhecido como “dirige e cobra”, a administração municipal destacou que o benefício existe desde 2019 e nunca deixou de ser pago aos trabalhadores.


A prefeitura também afirmou que segue aberta ao diálogo, mas ressaltou que não irá compactuar com medidas que representem benefícios considerados indevidos.


Segundo o sindicato, enquanto não houver acordo, a paralisação deve continuar.

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