Esta terça-feira (30) foi marcada por paralisação dos professores estaduais em todo o Paraná. Em Londrina, de acordo com a APP Sindicato, a adesão foi de 80% dos profissionais.
A manifestação relembra duas datas importantes. O massacre de 30 de agosto de 1988, quando os profissionais tiveram uma passeata reprimida de forma violenta pelo governo, em Curitiba, e 29 de abril de 2015 em que a categoria foi confrontada pela Polícia Militar, também na capital.
“Esses dias foram de luto e luta. Os trabalhadores da educação foram tratados com violência ao reivindicar seus direitos, suas condições de trabalho”, relembrou a diretora da App Sindicato, Sidineiva de Lima.
A mobilização ainda lembrou as 7 vítimas do acidente do último dia 12 de agosto, em Palmeira. Na situação, seis professores e o motorista de uma van morreram. O grupo ia a uma conferência estadual de educação, em Curitiba.
Os professores cobraram a recomposição de perdas dos últimos 6 anos, que chegariam a 34%. “Não é aumento. O governo vai na mídia e fala que deu aumento de 48% e é mentira. É uma perda atrás da outra. Estamos com dificuldades inclusive com relação às questões educacionais”, afirmou Lima.
Conforme a App, apesar da paralização, não há previsão de greve. "Neste momento, a assembleia estadual da App deliberou apenas pelo dia de hoje", disse o diretor do sindicato, Bruno Garcia.
Em nota, a Seed informou que a paralisação tem pouco impacto na rotina dos colégios estaduais, já que 98% das escolas estão abertas e 85% dos professores estão trabalhando normalmente. De acordo com a secretaria, em caso de ausência docente, as aulas são ministradas por pedagogos e diretores com apoio dos planos de aula disponibilizados pela secretaria. Ainda segundo o texto, nos casos excepcionais, as aulas serão repostas em um futuro próximo.