Os primeiros meses de vida são o período de maior vulnerabilidade dos bebês às doenças respiratórias graves, especialmente a bronquiolite. No Paraná, gestantes e recém-nascidos já passaram a contar com novas formas de proteção oferecidas pela rede pública de saúde.
A pequena Mariana nasceu há apenas uma semana. Durante toda a gestação, a mãe, Luciane, buscou manter o acompanhamento médico em dia e tinha uma preocupação específica: evitar complicações respiratórias na filha logo após o nascimento.
Por isso, ela procurou a imunização ainda na gravidez, permitindo que a bebê recebesse proteção antes mesmo de vir ao mundo. A vacinação materna possibilita a transferência de anticorpos ao feto por meio da placenta, reduzindo o risco de infecções graves nos primeiros meses de vida.
A preocupação faz sentido. O primeiro semestre do bebê é o período mais sensível para doenças causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por quadros de bronquiolite e também por pneumonias em crianças pequenas.
Além da vacinação em gestantes, iniciada em dezembro, a Secretaria de Estado da Saúde começou outra etapa importante de proteção: a aplicação do Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que auxilia na prevenção das formas graves da doença.
O medicamento está sendo indicado principalmente para bebês prematuros e crianças com comorbidades, seguindo diretrizes nacionais de imunização. Maternidades que atendem casos de alto risco já receberam as doses para iniciar a aplicação.
A estratégia busca reduzir internações e complicações respiratórias entre recém-nascidos, reforçando a prevenção justamente na fase mais delicada da vida.