O Paraná ocupa a primeira posição entre os estados da região Sul em número de tentativas de fraudes virtuais, conforme levantamento citado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta sexta-feira (16). A corporação alerta para diferentes estratégias usadas por criminosos para obter dinheiro e acessar informações pessoais, principalmente por meio de golpes que simulam o atendimento de bancos.
Nesse tipo de fraude, os golpistas tentam convencer a vítima de que existe um problema com a conta bancária. A partir dessa abordagem, criam uma situação de urgência e induzem a pessoa a movimentar o próprio dinheiro.
A transferência via Pix é apresentada como uma forma de evitar prejuízos, mas os valores acabam enviados aos criminosos.
Um dos casos envolvendo essa prática é o do caldeireiro Daniel Martins, morador de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.
Como se proteger do golpe
A Polícia Civil reforça que clientes não precisam transferir dinheiro para supostas contas de proteção. Também é importante desconfiar de contatos que solicitem informações financeiras, mesmo quando o número exibido na chamada parece ser oficial.
Em caso de suspeita, a orientação é encerrar o contato e procurar o banco pelos canais oficiais para verificar se existe algum problema na conta.
O que fazer se cair no golpe do Pix
Quem perceber que foi vítima da fraude deve entrar em contato com o banco o mais rápido possível e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta do Banco Central que auxilia na tentativa de recuperação de transferências via Pix em casos de fraude.
O procedimento, porém, não garante a devolução do dinheiro.
A ocorrência também deve ser comunicada às autoridades. É importante reunir comprovantes da transferência, números de telefone utilizados no contato e outras informações que possam ajudar na investigação.
O boletim de ocorrência pode ser registrado pela internet, por meio do portal da Polícia Civil do Paraná, ou diretamente em uma delegacia.
Denúncias que contribuam para identificar suspeitos podem ser feitas pelo telefone 181.