O Paraná voltou a ocupar a quarta posição entre os estados brasileiros em Valor da Produção Agrícola em 2025, com R$ 87,7 bilhões. O resultado representa um crescimento de 21,9% em relação a 2024 e corresponde a 9,5% de toda a produção agrícola do país.
Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento considera área plantada, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes nos municípios brasileiros.
Estado recuperou posição após queda
O resultado de 2025 representa uma recuperação para a agricultura paranaense. Em 2023, o Paraná ocupava a terceira posição nacional.
Em 2024, porém, o Estado teve uma retração de 20,3% no valor da produção, chegando a R$ 71,9 bilhões e caindo para o quinto lugar. Naquele ano, a estiagem associada ao El Niño afetou principalmente as lavouras de verão.
Em 2025, o Paraná recuperou cerca de R$ 16 bilhões em valor de produção e ultrapassou o Rio Grande do Sul, que registrou R$ 71,3 bilhões.
Paraná fica atrás de Mato Grosso, São Paulo e Minas
O ranking nacional de 2025 foi liderado por Mato Grosso, com R$ 165,6 bilhões, seguido por São Paulo, com R$ 124 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 109,4 bilhões.
Na sequência aparecem:
- Paraná: R$ 87,7 bilhões;
- Goiás: R$ 72,7 bilhões;
- Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões;
- Bahia: R$ 55,5 bilhões;
- Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões;
- Pará: R$ 38,4 bilhões;
- Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões.
Juntos, os 10 estados responderam por cerca de 87% dos R$ 927,2 bilhões gerados pela agricultura brasileira em 2025.
Soja e milho têm destaque
O desempenho do Paraná foi impulsionado principalmente pelo grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas. Nesse segmento, o Estado foi responsável por 12,8% do valor produzido no país, ficando atrás apenas de Mato Grosso.
Em quantidade produzida, o Paraná manteve a segunda posição nacional em soja e milho, com 21,3 milhões de toneladas de soja e 20,4 milhões de toneladas de milho.
O Estado também foi o segundo maior produtor de trigo, com 2,8 milhões de toneladas, e mandioca, com 4 milhões de toneladas, além de se destacar em batata-inglesa, cenoura, repolho, aveia e abóbora.
Paraná lidera produção de feijão e erva-mate
O Estado também aparece na liderança nacional de algumas culturas.
Em 2025, o Paraná foi o maior produtor brasileiro de feijão, com 865,7 mil toneladas. Também liderou a produção de cevada, com 377,3 mil toneladas, triticale, com 19,7 mil toneladas, e erva-mate em folha verde, com 494,7 mil toneladas.
O Paraná ainda aparece entre os principais produtores de frutas e hortaliças. É o terceiro maior produtor de alface, fumo em folha, goiaba, laranja, maçã e pera.
Cascavel e Toledo se destacam
O levantamento do IBGE também mostra a participação dos municípios paranaenses na produção agrícola.
Cascavel e Toledo aparecem como os dois maiores produtores de milho do Paraná, seguidos por Assis Chateaubriand, São Miguel do Iguaçu e Terra Roxa.
Na produção de soja, Tibagi e Londrina aparecem entre os municípios de maior destaque, seguidos por Guarapuava.
Guarapuava também se destaca na produção de cevada, triticale e batata-inglesa. Já Clevelândia, Rio Bonito do Iguaçu e Irati concentram os maiores volumes de produção de feijão.
No Noroeste, Umuarama, Querência do Norte e Alto Paraíso lideram a produção de mandioca. Paranavaí, Alto Paraná e Guairaçá se destacam na produção de laranja.
No Centro-Sul, Cruz Machado, Bituruna e São Mateus do Sul concentram as maiores produções de erva-mate.
Produção agrícola movimenta cadeia econômica
Os R$ 87,7 bilhões registrados pela PAM correspondem ao valor da produção das lavouras no campo e não incluem etapas posteriores, como processamento, transporte, armazenagem, comércio e serviços.
No Paraná, a produção agrícola está ligada a uma ampla cadeia agroindustrial, que envolve segmentos como proteína animal, moagem, processamento de grãos, bebidas, biocombustíveis e exportações.
A PAM 2025 passou a investigar novos produtos, incluindo abóbora, pimentão, alface, milho verde, morango, chuchu, repolho, inhame, gergelim, canola e cenoura, além de acerola, cupuaçu e graviola entre as culturas permanentes.