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Parque de Cambé pode virar área de soltura de animais silvestres

17 set 2026 às 07:15

A Prefeitura de Cambé e a UniFil estudam firmar uma parceria para transformar o Parque João Paulo II em uma área permanente de soltura de animais silvestres.


A proposta é que o espaço passe a receber animais resgatados, apreendidos ou reabilitados pelo Hospital Veterinário da UniFil, garantindo um local adequado para a devolução à natureza.


Áreas de soltura são utilizadas para receber animais vítimas do tráfico ilegal, cativeiro, maus-tratos, resgates urbanos e acidentes, permitindo que eles retomem o ciclo natural em um ambiente seguro.

No Paraná, esse trabalho é realizado em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT) e instituições conveniadas, como o Hospital Veterinário da UniFil.


Oito animais foram soltos


Nesta quarta-feira (16), equipes da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e do Hospital Veterinário da UniFil realizaram uma soltura de animais silvestres nas propriedades do Parque João Paulo II.


Ao todo, oito animais foram devolvidos à natureza: três trinca-ferros, que haviam sido vítimas de tráfico e maus-tratos; um canário-da-terra, retirado irregularmente da natureza e mantido em cativeiro; um gambá; uma suindara, conhecida como coruja-da-igreja; e um gavião-carcará.


Os animais passaram por atendimento e recuperação antes de serem considerados aptos para retornar ao ambiente natural.


Possível ampliação da parceria


A secretária municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Roberta Queiroz, destacou que a possibilidade de ampliar a parceria com a UniFil pode trazer uma nova função ao parque.


Segundo ela, além da visitação pública, o espaço poderá atuar também na preservação e recuperação ambiental, servindo como ponto de apoio para a devolução de animais silvestres à natureza.


A pró-reitora de pós-graduação da UniFil, Magali Roco, também destacou a importância da iniciativa para dar uma destinação segura aos animais tratados no Hospital Veterinário.


Para a médica veterinária da instituição, Daniele Martina, a existência de locais adequados para soltura é fundamental, principalmente porque há poucos espaços desse tipo disponíveis na região.


A transformação do Parque João Paulo II em uma área permanente de soltura ainda está em estudo entre o município e a UniFil.

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