O Parque Industrial Estância Dellaville, localizado no limite entre os municípios de Londrina e Cambé, enfrenta um cenário de abandono que já dura cerca de duas décadas. Inaugurada há aproximadamente 20 anos, a área nunca recebeu a infraestrutura adequada para suportar o fluxo de veículos e o funcionamento das empresas instaladas no local.
Atualmente, o parque industrial possui cerca de 160 lotes e abriga mais de 70 empresas, porém o desenvolvimento da região esbarra na precariedade das vias de acesso e circulação interna. Trafegar pelo local exige atenção redobrada, já que motoristas de carros, caminhões e principalmente motociclistas enfrentam buracos e irregularidades na pista, o que aumenta o risco de acidentes e danos aos veículos.
Em dias de chuva, a situação se agrava ainda mais. As ruas se transformam em um verdadeiro lamaçal, com grandes poças d’água que dificultam o acesso de fornecedores, funcionários e clientes às empresas. Já durante períodos de tempo seco, a poeira intensa toma conta do ambiente, prejudicando tanto a rotina de trabalho quanto a estrutura das empresas instaladas no parque.
Segundo empresários da região, a falta de infraestrutura também tem impacto direto no desenvolvimento econômico da área. A empresária Patrícia Gimenes, proprietária de uma metalúrgica instalada no parque, afirma que o descaso com as vias desvaloriza os imóveis e dificulta a atração de novos investimentos e negócios.
Ao longo dos anos, empresários relatam que a Prefeitura de Londrina teria feito diversas promessas de melhorias, incluindo a pavimentação asfáltica das ruas do parque industrial, mas até agora nenhuma intervenção significativa foi realizada.
De acordo com representantes do setor o prefeito Tiago Amaral se reuniu com empresários da região e teria assumido o compromisso de buscar uma solução para o problema de infraestrutura.
Nesta quarta-feira (11) a prefeitura definiu o custo total para implantar toda a infraestrutura no local, que será de, aproximadamente, R$ 26 milhões. O Governo do Estado, por meio do Paranacidade, vai repassar cerca de R$ 13 milhões e os empresários vão custear o restante.
Os próximos passos para tirar o projeto do papel são assinar o convênio com o Paranacidade, fechar o cronograma de execução dos serviços e enviar à Câmara um Projeto de Lei declarando como de utilidade pública a área do loteamento.