O Patronato de Londrina completou 25 anos de atuação na reintegração social de pessoas vinculadas ao sistema prisional no Paraná. Uma cerimônia realizada no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina celebrou o aniversário da unidade, que reuniu autoridades da Segurança Pública e agentes do setor.
Criada em 2001, a estrutura oferece assistências jurídica, social, psicológica e pedagógica. Desde 2024, a unidade passou a integrar o Complexo Social do Paraná. Esse modelo expandiu o escopo de atendimento para além dos detentos em regime aberto, incluindo também pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica e egressos do sistema penitenciário.
O coordenador de reintegração social da Polícia Penal do Paraná, Rodrigo Fávaro, destacou o caráter humanizado das atividades voltadas à reinserção dos indivíduos. O gestor ressaltou que a disposição do assistido em não reincidir em crimes é fundamental, mas ponderou que o preconceito fora das prisões ainda é um obstáculo.
"Os estigmas sempre vão acontecer, sempre vai ter esse estigma, mas o trabalho dos Complexos Sociais é fazer com que a sociedade também compreenda que é uma pessoa que está querendo se reintegrar, os que de fato querem voltar à sociedade", afirmou Fávaro. De acordo com ele, buscas pelo nome do indivíduo na internet frequentemente expõem o histórico criminal e alimentam rejeições, cabendo ao órgão preparar o público e o egresso para superar essas barreiras.
Somente no ano de 2025, as 15 unidades do Complexo Social distribuídas pelo estado do Paraná, o que inclui a estrutura de Londrina, realizaram mais de 350 mil atendimentos de suporte.