A PCPR (Polícia Civil do Estado do Paraná) apontou que a morte de Taíssa Marques, de 21 anos, ocorrida em uma academia na zona leste de Londrina, foi um crime premeditado. Em entrevista coletiva na DM (Delegacia da Mulher de Londrina), a delegada Carla Gomes revelou que o acusado, Gabriel de Andrade, esteve no estabelecimento três dias antes do ataque para mapear o local sob o pretexto de conhecer a estrutura. Na data do crime, o indiciado levou consigo uma faca e uma corda que não pertenciam ao estabelecimento.
Durante as investigações na 10ª SDP (Subdivisão Policial de Londrina), foram analisadas imagens de câmeras de segurança do entorno e colhidos diversos depoimentos de testemunhas e policiais que atenderam a ocorrência.
Os telefones celulares da vítima e do acusado foram apreendidos e encaminhados ao DIE (Departamento de Inteligência do Estado do Paraná) para extração de dados e checagem de possíveis grupos extremistas. A defesa do autor apresentou laudo de transtorno do espectro autista datado de 2017, mas a polícia ressaltou que apenas uma junta médica do TJPR (Tribunal de Justiça do Estado do Paraná) poderá avaliar sua imputabilidade penal.
Além do feminicídio e da tentativa de estupro, Gabriel de Andrade é investigado em um novo inquérito por uma suposta invasão domiciliar denunciada por duas mulheres após a sua prisão preventiva. O suspeito segue custodiado pelo DEPPEN (Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná) e aguarda o oferecimento da denúncia por parte do MPPR (Ministério Público do Estado do Paraná), devendo responder ao processo perante o Júri Popular.