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PCPR conclui inquérito sobre morte de jovem na Vila Romana

26 jun 2026 às 14:42

A Polícia Civil concluiu oficialmente o inquérito que apurava o atentado a tiros que resultou na morte de João Bosco, de 23 anos, e deixou sua companheira, Renata, ferida na Vila Romana, zona leste de Londrina. Com base no robusto conjunto de provas colhidas, as autoridades plantonistas apontaram que o suspeito do crime, Pedro Henrique Pinto, agiu de forma estritamente solitária no momento da execução das vítimas.


Uma gravação feita pelo aparelho celular de Renata — no exato momento do ataque — registrou toda a aproximação do veículo do atirador e o estrondo dos primeiros disparos de arma de fogo. O arquivo de mídia tornou-se a peça-chave para que o setor de homicídios descartasse, de forma definitiva, a participação de uma segunda ou terceira pessoa dentro do automóvel no momento dos tiros.


Premeditação e histórico de desavenças


O relatório final da autoridade policial concluiu de forma categórica que o homicídio foi friamente premeditado. Segundo o monitoramento do histórico do dia do crime, Pedro Henrique cruzou com o casal em uma loja de conveniência horas antes do atentado. No estabelecimento comercial, não foi registrado nenhum tipo de atrito verbal, provocação ou agressão física entre as partes.


Contudo, cerca de três horas após esse encontro visual, o suspeito foi até a sua residência, retirou as placas de identificação do próprio carro para burlar radares e câmeras de segurança, e deslocou-se armado até a fachada da casa das vítimas para desferir a sequência de tiros.


A linha de investigação aponta que a motivação do crime está umbilicalmente atrelada a um histórico de desavenças antigas entre a sobrevivente Renata e a atual companheira de Pedro, identificada como Luana. As duas mulheres foram amigas próximas no passado, mas romperam os laços e travavam, atualmente, uma disputa litigiosa na esfera judicial.


Situação jurídica e destruição de provas


Até o presente momento, Luana não responde por nenhuma infração penal ou indiciamento. A Polícia Civil esclareceu que as quebras de sigilo e depoimentos não apontaram elementos probatórios que indicassem que ela atuou como coautora, mandante ou participou diretamente da facilitação do crime. A defesa jurídica de Luana manifestou total tranquilidade diante do desfecho do relatório, reforçando que sua cliente colaborou de forma irrestrita com a delegacia desde as primeiras horas do fato.


Os investigadores de Londrina ainda aguardam o laudo da perícia técnica no aparelho celular de Pedro Henrique. O dispositivo eletrônico foi completamente destruído pelo próprio investigado no ato de sua prisão em flagrante, numa tentativa clara de ocultar dados.


O técnico pericial tenta recuperar o banco de dados de aplicativos de mensagens para fechar o caso em definitivo. O réu permanece detido no sistema prisional e responderá perante o Tribunal do Júri por homicídio consumado e homicídio tentado, ambos qualificados por recurso que impossibilitou e dificultou a defesa das vítimas.

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