Cidade

PCPR e PPPR miram esquema de inserção de celulares e drogas no sistema penitenciário

20 mai 2026 às 08:19

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR) estão nas ruas na manhã desta quarta-feira (20) para cumprir 30 mandados judiciais contra suspeitos de integrar um esquema de inserção de aparelhos celulares em unidades do sistema penitenciário por valores de até R$ 80 mil. A ação acontece simultaneamente em São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande e Piraquara, na Região Metropolitana, Curitiba e Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.


Entre os crimes investigados estão corrupção passiva, corrupção ativa, inserção de aparelho celular em estabelecimento prisional e tráfico de drogas, ocorridos em sete cidades do Paraná. 


Os policiais civis e penais têm a missão de cumprir nove mandados de busca e apreensão e nove de prisão preventiva em endereços ligados aos investigados, entre os quais estão monitores de ressocialização prisional e pessoas privadas de liberdade, além de 12 ordens judiciais de sequestro de bens.


A investigação se iniciou a partir da localização e apreensão de um aparelho celular pela Polícia Penal no final de 2024. “Além do controle diário das unidades, promovemos regularmente inspeções a fim de barrar a entrada de ilícitos. O enfrentamento às comunicações proibidas é fundamental para a ordem no sistema prisional”, afirma o chefe da Divisão de Operações de Segurança da PPPR, Sidnei de Souza Geraldino.


A PCPR identificou que os suspeitos movimentavam altas somas em dinheiro e praticavam a lavagem de capitais para tentar ocultar a origem ilícita dos valores. Cada celular custava, em média, R$ 40 mil, sendo que foi identificada situação na qual R$ 80 mil foram pagos por um único aparelho.


O delegado da PCPR Thiago Andrade afirmou que parte dos investigados são autores multirreincidentes, que não interromperam suas atuações criminosas com a prisão “Ao contrário, adaptaram e sofisticaram suas condutas valendo-se do apoio de agentes privados que exercem funções públicas, para promover a entrada de drogas e aparelhos celulares para o interior do estabelecimento prisional.”

Veja Também