Cidade

Pedágio: Prefeitura mantém cobrança para moradores de Corbélia

14 out 2026 às 13:39

O percurso que antes era de aproximadamente cinco minutos se tornou um pouco mais longo, mas necessário para economizar dinheiro. Essa é a nova realidade dos moradores do distrito Nossa Senhora da Penha, que pertence a Corbélia. 


A mudança no percurso dos moradores aconteceu depois que começou a cobrança do pedágio, em 28 de maio deste ano. E com a notícia de que a justiça negou novamente o pedido de isenção na cobrança da taxa para os moradores, o jeito encontrado tem sido migrar para Cafelândia, que fica a uma distância de 12 quilômetros. 


O seu Justino é pedreiro, e conta que Corbélia saiu da sua rota de trânsito pela cobrança: "Ficou difícil, a gente evita de ir para Corbélia, a gente tenta ir pra Cafelândia e outros lados, mas de Corbélia já desistimos", coloca. 


A alternativa encontrada por alguns moradores é usar o moto-taxi para se deslocar, já que a taxa não é cobrada neste caso. 


Já para quem empreende no distrito a situação é ainda mais complicada, isso porque os insumos e serviços essenciais para manter as portas abertas estão em Corbélia, e com a cobrança da tarifa, aumentam-se os gastos. Este é o caso do empresário Marcos Casa Nova, que vem enfrentando grandes desafios há cinco meses, com o aumento nos custos para o transporte dos insumos: "Fica complicado, o custo fica elevado porque a gente depende de Corbélia, então o estamos tentando migrar algumas coisas para Cafelândia", coloca. 


Com uma cobrança de R$ 18,80 no valor do pedágio, a população cobra soluções: "Eu moro aqui e tenho que pagar o pedágio para ir para Cascavel todos os dias, eu acho um absurdo morar dois quilômetros de distância e ter que pagar esse valor", desabafa um morador. 


Desde a instalação da praça, a Prefeitura tenta a insenção da cobrança para os moradores dos distritos, mas, todos os pedidos foram negados. A justiça entende que a Prefeitura não tem competência legal para fazer alterações na rodovia. 




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