Quase três meses depois da primeira reportagem da Tarobá, os peixes que apareceram misteriosamente em uma lagoa formada pela chuva, em Cascavel, continuam no local. E agora estão maiores.
A situação foi registrada inicialmente em maio, quando a equipe foi até um ponto da Avenida das Torres após receber informações sobre a presença de tilápias em uma área que havia acumulado água da chuva.
O espaço foi projetado justamente para receber e absorver parte da água das chuvas. O problema é que a água permaneceu acumulada por mais tempo do que o esperado — e, junto com ela, os peixes também ficaram.
Na época, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi procurada para saber quais providências seriam tomadas. A preocupação estava relacionada principalmente aos possíveis impactos provocados pela permanência dos animais em um local que não foi destinado à criação de peixes.
Agora, quase três meses depois, a situação permanece. As tilápias continuam na lagoa e, com o passar do tempo, cresceram.
A Prefeitura foi novamente procurada e informou, por meio de nota, que a Secretaria de Meio Ambiente já realizou uma vistoria no local e está avaliando a melhor forma e os equipamentos necessários para realizar a retirada dos peixes com segurança.
A principal preocupação é impedir que os animais tenham acesso à rede de drenagem e, posteriormente, cheguem a rios e córregos da região.
O cuidado é necessário porque a tilápia é considerada uma espécie exótica invasora. Caso esses peixes sejam introduzidos em ambientes naturais, podem provocar impactos sobre outras espécies da fauna aquática e alterar o equilíbrio do ecossistema.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, a equipe técnica ainda analisa qual será a metodologia mais adequada para retirar os exemplares sem causar danos aos animais e ao meio ambiente.
Enquanto isso, os peixes permanecem no reservatório temporário da Avenida das Torres, quase três meses depois de terem chamado a atenção justamente pelo mistério de como foram parar ali.