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Pesquisadores da UEL criam curativo inteligente que identifica tipo sanguíneo em minutos

Batizada de "Blood-Aid", a tecnologia foi desenvolvida no Departamento de Microbiologia e promete agilizar atendimentos de emergência; 40% dos brasileiros desconhecem o próprio tipo sanguíneo.
14 abr 2026 às 19:11
Por: Portal Tarobá
Tarobá

Uma inovação nascida nos laboratórios da UEL (Universidade Estadual de Londrina) promete revolucionar os primeiros socorros e o atendimento hospitalar de urgência. Professores e alunos do CCB (Centro de Ciências Biológicas) desenvolveram o "Blood-Aid", um curativo capaz de identificar o tipo sanguíneo do paciente em apenas dois ou três minutos. 


A tecnologia elimina a necessidade de espera por exames laboratoriais complexos em situações críticas, sendo desenvolvida em apenas seis meses por uma equipe multidisciplinar coordenada pelos professores Gerson Nakazato, Renata Kobayashi, Sueli Ogatta e Phileno Pinge Filho, após uma demanda da AINTEC (Agência de Inovação Tecnológica da UEL).


A principal aplicação do Blood-Aid é o atendimento a vítimas de hemorragias graves, onde a rapidez na identificação é crucial para uma transfusão segura. Atualmente, estima-se que 40% da população brasileira desconheça seu próprio grupo sanguíneo, o que torna ferramentas de diagnóstico rápido indispensáveis para equipes do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do SIATE (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência). Segundo o coordenador Gerson Nakazato, a redução do tempo de resposta para cerca de três minutos pode ser o diferencial para salvar vidas em cenários de emergência extrema, onde cada segundo é decisivo.


Além do curativo para uso profissional, o grupo desenvolveu um kit caseiro de alta acessibilidade. O dispositivo funciona de forma intuitiva: ao entrar em contato com o sangue, reage visualmente para indicar o grupo sanguíneo (A, B, AB ou O) e o fator RH. O projeto já foi patenteado pela universidade e os testes de validação técnica demonstraram margem de erro inexistente. Agora, os pesquisadores buscam parcerias com a indústria para a produção em larga escala, visando transformar o Blood-Aid em um item padrão em ambulâncias, hospitais e kits de primeiros socorros domésticos em todo o Paraná e no Brasil.

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