A reunião foi um desdobramento do trabalho realizado pela Comissão de Viação e Obras Públicas da Câmara de Vereadores, que fez uma vistoria nas obras do complexo da Avenida Carlos Gomes na última terça-feira (25). Nesta quarta-feira (26), os envolvidos na revitalização foram recebidos na Casa de Leis. O IPC (Instituto de Planejamento) foi responsável pela contratação do projeto, que custou R$ 1 milhão. Segundo o presidente da autarquia, nenhum erro foi constatado no projeto, apenas algumas inconsistências.
O presidente do IPC, Carlos Guilherme, declarou que a obra ainda está em andamento e que não é possível averiguar se há erros de projeto, pois a obra não foi finalizada. Ele também mencionou que alguns ajustes foram feitos durante a execução e que outros ainda serão realizados, o que é comum em obras dessa magnitude.
O secretário de Obras Públicas, Sandro Ranci, destacou que serão necessários complementos na obra e ressaltou que as ruas adjacentes também precisarão passar por intervenções para evitar problemas. Ele citou, inclusive, a implementação de uma “drenagem auxiliar” para prevenir alagamentos na Avenida Carlos Gomes. Ranci explicou que o fato de o projeto original não considerar as ruas próximas à avenida foi um dos principais causadores desses problemas, pois essas vias ainda não foram modernizadas.
O engenheiro civil responsável pela obra, Antônio Cezar Biancato, citou algumas inconsistências no projeto e explicou que um projeto só é considerado “errado” na engenharia quando se torna inexecutável. Sobre as inconsistências, ele ressaltou que a possibilidade de alteração do projeto não é simples, já que ele é de propriedade intelectual de quem o elaborou.
A obra da Avenida Carlos Gomes é a maior obra de engenharia em um único contrato da história de Cascavel, anunciada em 2023. As obras começaram em setembro do mesmo ano, com o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito na via, por onde circulam mais de 100 mil cascavelenses diariamente.
A intervenção visa revitalizar o asfalto, construir novas calçadas e criar uma terceira faixa de rolamento, substituindo o antigo canteiro central. A obra era muito aguardada pela população e tem um custo de R$ 51,3 milhões, com prazo inicial de 15 meses para sua conclusão. O prazo venceu no final de 2024 e já foi adiado para, pelo menos, março de 2025. Até o momento, 77% da obra foi concluída.
Durante o período de execução, surgiram diversas reclamações sobre a sinalização incompleta da via, o que tem causado acidentes. Além disso, muitas calçadas ainda não foram finalizadas, mas o maior problema identificado são os constantes alagamentos durante as chuvas, que afetam ruas e comércios. A desconfiança é de que as galerias pluviais do novo projeto não sejam suficientes para escoar a água da chuva.