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Polícia apreende celulares e espingarda em operação em Jataizinho

10 set 2026 às 11:30

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Polícia de Ibiporã, deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a Operação Rastro, que investiga o homicídio de Elton Henrique Ferreira da Fonseca, conhecido como “Galo Cego”, ocorrido na noite de 18 de julho de 2026, em Jataizinho.


O nome da operação faz referência aos rastros materiais e digitais deixados pelos envolvidos antes, durante e depois do crime e que vêm sendo analisados pelos investigadores.


Segundo a polícia, na noite do homicídio, Eduardo Henrique Ferreira, pessoa ligada à vítima, se envolveu em uma discussão e agressão física com 2 homens em uma praça de Jataizinho. Durante o confronto, um dos envolvidos teria sacado uma arma e efetuado um disparo que atingiu Eduardo no braço.


Mesmo ferido, ele tentou fugir e passou a ser perseguido. Pouco depois, 2 homens armados foram até a residência de Elton, onde ocorreram os fatos que resultaram na morte dele.


A proximidade entre o disparo ocorrido na praça, a perseguição e o homicídio levou os investigadores a considerar a possibilidade de que os acontecimentos estivessem relacionados.


Mandados e apreensões


Durante a investigação, a Polícia Civil analisou imagens, depoimentos e outras informações para identificar pessoas possivelmente ligadas à execução do crime e à utilização, ao fornecimento ou à ocultação das armas.


Com base nos elementos reunidos, a corporação solicitou à Justiça 5 mandados de busca e apreensão, todos em endereços de investigados em Jataizinho.


As ordens foram cumpridas simultaneamente para evitar a comunicação entre os alvos e diminuir o risco de ocultação ou destruição de provas.


Durante a operação, foram apreendidos 5 aparelhos celulares e uma espingarda. A arma estava com um dos suspeitos de participação no homicídio e apresenta características semelhantes às descritas na investigação.


O homem foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e encaminhado à Delegacia de Polícia de Ibiporã.


Arma será periciada


A Polícia Civil ressalta que a apreensão da espingarda não permite afirmar, neste momento, que ela tenha sido usada no homicídio.


O armamento será submetido a exames técnicos e periciais para verificar as características, o funcionamento e uma eventual relação com o crime.


Os 5 celulares apreendidos também serão analisados, mediante autorização judicial. A extração dos dados poderá ajudar a identificar chamadas, mensagens, fotografias, vídeos, localizações e outras informações relacionadas à investigação.


Investigação continua


A Operação Rastro é mais uma etapa da apuração do homicídio. A Polícia Civil continua analisando o material apreendido para reconstruir a dinâmica do crime, identificar os executores e individualizar a responsabilidade de cada envolvido.

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