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Polícia Civil de Toledo esclarece prisão de delegado investigado pela PF

23 mai 2026 às 17:18

A Polícia Civil do Paraná, por meio da 20ª Subdivisão Policial (SDP) de Toledo, emitiu uma nota oficial após a prisão preventiva de um delegado investigado pela Polícia Federal na Operação Pacto Violado.


A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (22) e apura uma suposta associação criminosa envolvida com crimes de descaminho, facilitação de descaminho e peculato.


Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2023, após a prisão em flagrante de um policial civil que transportava mercadorias estrangeiras avaliadas em aproximadamente R$ 1,7 milhão em um veículo oficial.


Já em março deste ano, uma nova prisão relacionada ao caso foi realizada em São Paulo, ocasião em que foi apreendida uma carga estimada em R$ 1,5 milhão.


Conforme a nota divulgada pela 20ª SDP, a Polícia Civil colaborou integralmente com a operação conduzida pela Polícia Federal e a Corregedoria-Geral instaurou um procedimento administrativo interno para apurar a conduta do servidor investigado.


O delegado-chefe da 20ª SDP esclareceu que o delegado preso não fazia parte do quadro de delegados titulares de Toledo, atuando apenas como plantonista na 11ª Central Regional de Flagrantes.


Segundo a instituição, ele ingressou na Polícia Civil do Paraná após concurso realizado em 2022 e começou a atuar na corporação no ano seguinte.


Ainda conforme as informações divulgadas, o delegado residia no Paraguai e já respondia a procedimentos relacionados a suspeitas de descaminho.


A Polícia Civil destacou também que informações repassadas pela própria equipe da unidade de Toledo à Corregedoria auxiliaram no avanço das investigações.


Na nota, a 20ª SDP ressaltou que os delegados titulares Alexandro Macorin, Rodrigo Baptista, Fábio Freire e Paulo Ricardo seguem desempenhando normalmente suas funções e não possuem qualquer relação com os fatos investigados.


A Polícia Civil reforçou ainda que não compactua com desvios de conduta ou práticas ilícitas por parte de servidores públicos e reafirmou compromisso com a legalidade, ética e transparência.


A investigação segue em andamento.

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