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Polícia Civil investiga morte de idoso que caiu em buraco como homicídio culposo

04 mai 2026 às 20:43

A investigação sobre a morte de Aguimar de Oliveira Campos, de 71 anos, avançou para uma nova e mais grave etapa jurídica nesta segunda-feira (4). O caso, ocorrido no início de abril no Jardim Interlagos, zona leste de Londrina, deixou de ser tratado como um incidente de trânsito comum e passou a ser tipificado pela Polícia Civil como homicídio culposo.


O idoso faleceu após dois dias de internamento, não resistindo aos ferimentos causados pela queda de sua motocicleta em um buraco deixado por uma obra de manutenção que, segundo os relatos, carecia da sinalização adequada no momento do acidente.


O ponto central do inquérito reside em uma falha operacional na coordenação do serviço. De acordo com depoimentos colhidos pelo 5º Distrito Policial, a empresa responsável realizou o reparo no encanamento em duas etapas, mas os cones de sinalização foram retirados prematuramente pela equipe de manutenção, sob a expectativa de que o caminhão para o fechamento da via chegaria em seguida.


Testemunhas confirmaram que, quando Aguimar passava pelo local, o buraco estava cercado apenas por montes de terra, sem nenhum alerta luminoso ou reflexivo que pudesse orientar o condutor, resultando na queda fatal.


Diante da gravidade dos fatos, a família da vítima já organiza a documentação para ingressar com uma ação de reparação por danos morais e materiais contra a Prefeitura de Londrina e a Sanepar. A defesa busca a responsabilização civil e administrativa das instituições envolvidas, enquanto a delegacia aguarda materiais técnicos e novos depoimentos para identificar se houve imperícia dos técnicos ou falha na coordenação entre as equipes de campo. O episódio reacende o debate sobre a segurança em canteiros de obras urbanas e o rigor necessário na sinalização de vias públicas para proteção de motoristas e pedestres.

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