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Polícia Civil já tem linha de investigação para o caso de furto de restos mortais

06 abr 2026 às 11:20

A Polícia Civil de Miraselva deu início oficial às investigações sobre o furto de ossadas ocorrido no cemitério municipal no último final de semana. 


O delegado responsável pelo caso confirmou que equipes de perícia estiveram no local coletando vestígios biológicos e analisando as ferramentas que podem ter sido utilizadas para abrir os oito túmulos violados. A principal linha de investigação aponta para um crime planejado, possivelmente encomendado para fins de rituais ou até mesmo para o comércio ilegal de restos mortais, dada a precisão com que o crânio e ossos específicos foram retirados.


Para tentar identificar os criminosos, os investigadores estão fazendo um levantamento de todas as câmeras de monitoramento de empresas e residências localizadas nas vias de acesso ao cemitério. Como a ação durou cerca de 22 minutos apenas em um dos jazigos, a polícia acredita que os envolvidos utilizaram ao menos um veículo de apoio para transportar o material furtado e fugir sem serem notados pelos poucos moradores da região. Testemunhas também estão sendo intimadas para prestar depoimento e ajudar a traçar o perfil dos suspeitos que rondaram a área nos últimos dias.


Paralelamente ao trabalho policial, a Prefeitura de Miraselva anunciou que a reconstrução do muro de proteção do cemitério, que havia caído durante um temporal em novembro, será tratada como prioridade absoluta. O vice-prefeito Júnior PC reiterou que o recurso da Defesa Civil já está em fase final de liberação e que a obra incluirá um aumento na altura da estrutura e a instalação de cerca concertina. O objetivo é garantir que a segurança seja reforçada imediatamente para devolver o sossego às famílias que possuem entes queridos sepultados no local.

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