As delegadas da Polícia Civil, Ana Karyne Palodetto e Mariana Vieira, concederam entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (03), para falar sobre um ação policial em Rio Bonito do Iguaçu, que terminou com a morte em confronto do chefe de uma associação criminosa da região.
Segundo as Delegadas, a ação foi realizada em conjunto entre as delegacias de Cascavel, que está atuando na região de Quedas do Iguaçu de forma excepcional, e Laranjeiras do Sul. Como as delegacias investigavam os mesmo alvos, houve a deflagração envolvendo ambas as delegacias, contra o grupo criminoso, que atua em Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu e na região de Rio Bonito do Iguaçu.
O grupo em questão trazia muito perigo para a região, fazendo que até mesmo a população tivesse receio de apontar as condutas criminosas praticadas pela quadrilha, mesmo quando eram vítimas. Essa investigação durou 10 meses, resultando no cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão em Rio Bonito do Iguaçu e em Quedas do Iguaçu.
O chefe do grupo criminoso foi o principal alvo da operação. Ele já é conhecido do meio policial e havia sido preso em Rio Grande do Sul pela Polícia Civil em 2018, após ter fugido para o estado vizinho. Antes da fuga, ele teria trocado tiros com a polícia durante a tentativa de cumprimento de um mandado de prisão, atingindo um Policial Militar.
No dia 13 de maio deste ano, policiais do GDE de Cascavel e de Laranjeiras, com o Apoio de policiais de Pato Branco, novamente tentaram cumprir mandados contra o homem e seu grupo, mas foram recebidos a tiros, fazendo com que os indivíduos fugissem para uma área de mata. Ontem, em nova ação, o chefe do grupo novamente entrou em confronto com a polícia, sendo dessa vez atingido por disparos e morreu no local.
A operação segue nos próximos dias, onde novos mandados devem ser cumpridos pelos policiais.
Ação da quadrilha
A associação criminosa era formada por um grupo de cinco pessoas, mas outros integrantes "transitavam" na quadrilha, se envolvendo em algumas ações. Eles realizavam a extorsão em pequenas propriedades rurais, algumas vezes tirando famílias a força e tomando a terra, em outras ocasiões, cobrando uma taxa de "aluguel" para que a família permanecesse na sua própria terra.
Pessoas que realizassem ações que não fossem do agrado da quadrilha eram muitas vezes alvo de homicídio. O grupo "mandava e desmandava" na região, e a população não realizava denuncia por medo de ser alvo dos criminosos.
Agora, após a ação, a Polícia espera começar a receber denuncias, para ter efetivamente a noção real dos danos causados na região pelo grupo, que atua pelo menos desde 2016 na área. São mais de seis anos de liberdade criminosa para o grupo.
A Polícia Civil pede para que a população vá até a delegacia e informe situações, para que seja dimensionado o tamanho dos danos da organização na região.