A Polícia Federal prendeu em flagrante um jovem de 20 anos, em Arapongas, no momento em que ele recebia uma encomenda contendo R$ 1.210,00 em notas falsas. A investigação aponta que o dinheiro foi adquirido ilegalmente pela internet. No mercado do crime, o suspeito investiu aproximadamente R$ 300,00 para obter as cédulas falsificadas — cerca de um terço do valor nominal.
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Kandy Takahashi, o rastreamento indicou que as notas foram postadas no Rio de Janeiro. A identificação dos remetentes e fabricantes é um desafio para a inteligência policial, devido ao uso de nomes falsos e ao anonimato da rede, que dificultam o mapeamento da origem da produção.
Alvo: O comércio da ExpoLondrina
A principal linha de investigação sugere que o destino final do dinheiro seria a ExpoLondrina. A escolha do evento é estratégica para os criminosos: o alto fluxo de pessoas, a aglomeração em barracas e a baixa luminosidade durante os shows facilitam a circulação de notas falsas sem que o comerciante perceba a fraude no ato do pagamento.
O jovem detido responderá pelo crime de moeda falsa e, se condenado, a pena pode chegar a 8 anos de reclusão.
Como Identificar Notas Falsas
O delegado Takahashi ressalta que o crime atinge principalmente pequenos e médios comerciantes. A PF orienta a verificação rigorosa de quatro elementos:
Textura do Papel: O papel-moeda possui relevo sensível ao toque em áreas específicas.
Marca-d’água: Contra a luz, devem aparecer a imagem do animal e o valor da nota.
Faixa Holográfica: Nas notas de R$ 50 e R$ 100, mostra o valor e a palavra "Reais" ao movimentar a cédula.
Registro Coincidente: O desenho de um lado deve se encaixar perfeitamente com o do outro ao olhar contra a luz.