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Polícia investiga agressão a menino de 12 anos em escola

16 out 2026 às 13:55

A Polícia Civil investiga a agressão contra um menino de 12 anos dentro de uma escola cívico-militar de Londrina. O caso, que envolve dois adolescentes, avançou após a realização de exames periciais e a oitiva dos envolvidos. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e à Vara da Infância e Juventude.


Segundo a investigação, a vítima foi atingida por socos e chutes no rosto, e um dos dentes foi arrancado durante as agressões. O adolescente de 13 anos apontado como autor também foi ouvido pela polícia.


Laudo deve apontar gravidade das lesões


De acordo com o delegado William Douglas, responsável pela investigação, a mãe do menino registrou um boletim de ocorrência e levou o filho ao Instituto Médico-Legal (IML), onde foram realizados exames para documentar os ferimentos.


Um laudo pericial complementar, com prazo estimado de até 60 dias, deverá esclarecer a extensão das lesões e se o caso pode ser classificado como lesão corporal grave.


A classificação é importante para a definição dos próximos passos da apuração e das possíveis medidas aplicáveis ao adolescente investigado.


Caso segue para o Ministério Público


Como os envolvidos são menores de idade, a ocorrência é apurada por meio de procedimento específico para atos infracionais. Após a análise do Ministério Público e da Vara da Infância e Juventude, o adolescente apontado como responsável poderá estar sujeito a medidas socioeducativas, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.


A família da vítima também poderá buscar reparação por eventuais danos sofridos, questão que depende de análise própria.


Menino ainda não voltou à escola


A mãe relatou à reportagem que o filho continua sem frequentar as aulas desde o episódio. Ela busca uma vaga em outra escola estadual de Londrina para que o menino possa retomar os estudos.


O caso reacendeu a discussão sobre a violência no ambiente escolar e os impactos físicos e emocionais que agressões desse tipo podem provocar em crianças e adolescentes.


A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do episódio e subsidiar as medidas que poderão ser adotadas pelas autoridades responsáveis.

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