Cidade

Polícia investiga sumiço de corpos e túmulos em Arapongas

19 mai 2026 às 19:55

A Polícia Civil de Arapongas instaurou um inquérito policial e iniciou a coleta de depoimentos para investigar denúncias de desaparecimento de restos mortais e troca de jazigos no Cemitério Municipal da cidade. Até o momento, pelo menos oito famílias relataram ter sido lesadas por situações semelhantes envolvendo o sumiço de túmulos e corpos de parentes sepultados.


Um dos casos sob investigação envolve a família de Guilherme Campos. O jazigo de seu tio-avô, sepultado em 2022, desapareceu do local original menos de 60 dias após o sepultamento, sendo substituído pelo túmulo de outra família. O corpo do idoso ainda não foi localizado pela administração do cemitério, e os familiares apontam que o sistema interno da instituição apresenta nomes duplicados para o mesmo lote. 

Outro relato grave aponta o
sumiço do túmulo de uma bebê, também sepultada em 2022. A família só descobriu a mudança quatro anos depois, durante o sepultamento de outra filha; após buscas no local, o corpo da criança foi encontrado em um ponto diferente do cemitério.


Em resposta aos acontecimentos, a Prefeitura de Arapongas justificou que as inconsistências e os problemas relatados podem estar associados a um processo de recadastramento de túmulos iniciado no município em 2018. Paralelamente às investigações da Polícia Civil, a administração municipal abriu uma sindicância interna para apurar possíveis irregularidades administrativas cometidas por servidores ou prestadores de serviço.


A defesa das famílias protocolou uma notícia-crime reunindo os diferentes boletins de ocorrência para centralizar o caso. O objetivo dos depoimentos e das perícias é determinar se o sumiço e a realocação dos corpos decorreram de falhas operacionais no cadastramento dos lotes ou se configuram práticas criminosas. Enquanto os procedimentos legais avançam, os familiares cobram respostas definitivas sobre a localização exata dos restos mortais de seus parentes.

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