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Buscas por jovens desaparecidas em Cianorte chegam ao Paraguai e área rural

05 mai 2026 às 11:56

A Polícia Civil trabalha intensamente para desvendar o paradeiro das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, que desapareceram na madrugada do dia 21 de abril em Cianorte. As jovens foram vistas pela última vez saindo de casa para uma festa em Porto Rico na companhia de Clayton Antônio da Silva, de 39 anos. O caso ganhou contornos dramáticos após a polícia descobrir que o homem usava o nome falso de "Davi" e já era foragido pelo crime de roubo cometido em Apucarana no ano de 2023.


A linha principal de investigação aponta para um possível duplo homicídio, embora as autoridades ainda mantenham aberta a hipótese de sequestro e cárcere privado. Imagens de monitoramento e relatos indicam que Clayton retornou a Cianorte e passou por Maringá nos dias seguintes ao sumiço, mas estava sozinho e sem a caminhonete preta utilizada na viagem, que a polícia suspeita ser um veículo clonado. Diante da gravidade, a Justiça já expediu o mandado de prisão temporária contra o suspeito.


Durante o último final de semana, as buscas foram concentradas em uma área rural na região de Paranavaí após o mapeamento de novos locais de interesse. A Secretaria de Estado da Segurança Pública decretou que o caso é prioridade absoluta, mobilizando equipes especializadas para realizar varreduras em pontos estratégicos. Existe ainda a suspeita de que as jovens possam ter sido levadas para o Paraguai, o que amplia o raio de buscas para a região de fronteira.


Enquanto o suspeito segue foragido, o clima em Cianorte é de angústia e mobilização das famílias, que buscam por qualquer informação que leve ao paradeiro de Letycia e Sttela. A polícia reforça que qualquer detalhe sobre o veículo ou sobre o paradeiro de Clayton é fundamental para o desfecho do caso. O monitoramento de estradas e o serviço de inteligência continuam em alerta máximo para localizar as jovens e prender o homem que mentiu sua identidade para ganhar a confiança das vítimas.

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