Um policial civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e a 5 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por desviar máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas pela polícia em Umuarama, no Noroeste do estado.
A decisão é da 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama e também determinou o pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 12,1 mil. O policial foi condenado pelo crime de peculato, que ocorre quando um servidor público se apropria ou desvia um bem que está sob sua responsabilidade em razão do cargo.
A ação foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), a partir das investigações da Operação Alcova, realizada em setembro de 2025 contra uma organização suspeita de explorar jogos de azar e jogo do bicho em Umuarama.
Máquinas foram desviadas
Segundo a investigação, o policial teria usado as facilidades proporcionadas pela função para desviar sete máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas e deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial.
O material foi transportado durante a noite e fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada. As máquinas foram levadas até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso.
Posteriormente, uma das máquinas foi localizada novamente em funcionamento durante uma ação policial, em um dos bares ligados ao grupo.
Outros integrantes também foram condenados
Além do policial, a Justiça condenou um empresário apontado como responsável pela gestão operacional e financeira da organização criminosa, além dos proprietários de dois bares e do gerente dos equipamentos.
As condenações envolvem crimes de organização criminosa, jogos de azar e jogo do bicho.
O empresário foi condenado a 6 anos, 4 meses e 10 dias de prisão, além de multa de aproximadamente R$ 75,9 mil. Um dos réus, responsável pela administração de um bar, recebeu pena de 5 anos, 4 meses e 5 dias de prisão, além de multa de aproximadamente R$ 2,1 mil. Os outros dois réus foram condenados a 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão, além de multas de aproximadamente R$ 2,6 mil cada.
Segundo o Ministério Público, o grupo mantinha de forma estável pontos de apostas com máquinas caça-níqueis, jogos de apostas e aplicativos de bingo.
A decisão ainda cabe recurso.