Uma policial militar de Ortigueira não conseguiu realizar a prova do concurso da Polícia Civil do Paraná (PCPR), aplicada no domingo (11), em Londrina. Tassiane Oliveira Bueno afirma que o endereço informado no cartão de inscrição apresentava inconsistências, o que dificultou a localização do local de prova e fez com que ela chegasse após o fechamento dos portões.
A candidata saiu de Ortigueira por volta das 7h e seguiu as informações do cartão, que indicava a Unopar, na Unidade Catuaí, na Rua Luiz Lerco, número zero. Ao pesquisar o endereço, ela chegou a uma trincheira e não encontrou a instituição. Sob chuva intensa, percorreu a região de carro e, depois, seguiu a pé, tentando encontrar o local correto.
Segundo Tassiane, quando chegou a uma faculdade, percebeu que estava no endereço errado, pois a fachada identificava outra instituição. Ela relata que conseguiu chegar à entrada com a ajuda de outras pessoas que também corriam para fazer a prova, mas já não havia tempo para entrar.
A candidata afirma que procurou uma representante da organização, apresentou os documentos e recebeu a informação de que o caso seria registrado, mas não recebeu um número de protocolo.
Tassiane conta que estudava havia dois anos para o concurso e lamenta não ter tido a oportunidade de realizar a avaliação. A seleção teve mais de 60 mil inscritos, e os salários iniciais dos cargos ultrapassam R$ 9 mil.
A policial considera que os participantes que não conseguiram fazer a prova devido a problemas na identificação do endereço foram prejudicados e questiona a responsabilidade da organização do concurso.