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Por que o corpo da recém-nascida com sinais de abuso ainda permanece no IML?

06 mai 2026 às 11:16

O corpo da bebê de apenas 28 dias, que morreu após ser socorrida com sinais de possível abuso e violência, continua sob custódia no IML de Londrina sem previsão de liberação. A decisão de manter a estrutura resguardada foi uma solicitação do perito médico para garantir que a criança esteja disponível para um eventual reexame. A polícia aguarda o envio de "quesitos", perguntas específicas sobre as lesões, para que o laudo final não deixe dúvidas sobre o ocorrido em Ibaiti, evitando que provas cruciais sobre a causa da morte sejam perdidas.


A situação de alerta começou ainda no atendimento inicial, conforme revelou o médico Vitor Aranda, do Samu. Na manhã desta segunda-feira, dia 4, a equipe foi chamada para transferir a menina, que estava em estado gravíssimo, para uma UTI em Cornélio Procópio. O médico relatou que a recém-nascida já apresentava condições críticas e sinais de agressões físicas, o que mobilizou os profissionais a buscarem ajuda policial imediatamente após a chegada à unidade de saúde.


O que mais causou estranheza na equipe de socorro foi o  distanciamento dos pais durante o atendimento. Mesmo autorizados a acompanhar o processo, o casal não demonstrou interesse em seguir com a filha até o outro hospital. 


A bebê acabou dando entrada na Santa Casa completamente sozinha, sem nenhum familiar presente. Diante do estado de saúde da criança, os pais foram presos preventivamente e agora seguem detidos enquanto materiais genéticos da vítima são analisados em um laboratório especializado em Curitiba.

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