O Porto Seco de Foz do Iguaçu alcançou, em 2025, a maior movimentação financeira da história e reforçou o município como um dos principais corredores logísticos da América do Sul. Mesmo com os números em alta, uma antiga reivindicação ainda preocupa motoristas e moradores: a construção de um novo terminal para aliviar o trânsito pesado na região.
Construído na década de 1980, o atual porto seco funciona hoje praticamente no limite da capacidade. Instalado às margens da BR-277, próximo à Ponte Internacional da Amizade, o grande fluxo de caminhões provoca filas frequentes no acostamento e congestionamentos constantes em um dos trechos mais movimentados da cidade.
Apesar da estrutura antiga e sobrecarregada, os números impressionam. Em 2025, o terminal registrou US$ 9,7 bilhões em operações de comércio exterior, crescimento de quase 14% em relação ao ano anterior. O avanço indica mudança no perfil das cargas, com aumento de mercadorias de maior valor agregado cruzando a fronteira.
Ao longo do ano foram mais de 215 mil caminhões, a maioria procedente do Paraguai, consolidando Foz do Iguaçu como principal porta de entrada de insumos para a indústria e o agronegócio brasileiros e reforçando a importância estratégica do município dentro do Mercosul.
Entretanto, a infraestrutura atual não acompanha esse crescimento. O projeto de um novo porto seco foi apresentado em 2024 em outro ponto da BR-277, antes do trecho urbano mais carregado, justamente para retirar o tráfego pesado da área central. A primeira etapa deveria ter sido entregue no fim do ano passado, mas atrasos na liberação de licenças impediram o avanço do cronograma.
Agora, segundo a empresa responsável, o prazo passou para dezembro deste ano. A expectativa é que, quando concluído, o fluxo de caminhões seja direcionado diretamente à perimetral leste, conectando-se à segunda ponte Brasil-Paraguai e também ao acesso à Argentina, reduzindo o tráfego intenso em vias urbanas como a Avenida das Cataratas e a Avenida Paraná.
Enquanto o terminal atual segue operando no limite e sustentando números históricos para a economia regional, cresce a expectativa pela nova estrutura — considerada fundamental para melhorar a logística e impulsionar o desenvolvimento da fronteira.