A batata e a cebola seguem como os principais termômetros para calibrar os preços no mercado hortifrutigranjeiro do norte do Paraná. Na Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina, o saco de 20 kg de cebola está sendo comercializado, em média, por R$ 110, enquanto o saco de 25 kg da batata Monalisa atinge a marca de R$ 150 nesta quarta-feira (3). De acordo com os permissionários locais, a dupla funciona como um indicador de tendência: quando os preços desses dois itens oscilam, o valor de revenda de grande parte dos outros hortifrútis nas feiras e supermercados da cidade tende a acompanhar o movimento.
Para monitorar essa instabilidade, o setor de engenharia agronômica da Ceasa Londrina realiza uma pesquisa diária de preços com base no comportamento da oferta e da procura dentro do pavilhão de vendas. O balanço fechado do mês de maio apontou cenários opostos para o bolso do consumidor.
Enquanto o setor de frutas trouxe alívio com a queda nos preços da melancia, uva, poncã, banana e laranja, o pavilhão de legumes pesou mais no orçamento, registrando alta expressiva no tomate, batata, pepino, quiabo e cenoura.
Segundo a análise técnica do entreposto, o principal motor para essa disparidade de valores no campo são os extremos climáticos. Períodos prolongados de estiagem alternados com excesso de chuvas nas regiões produtoras interferiram diretamente no ciclo de desenvolvimento das plantas e no volume colhido. Diante desse cenário de incerteza no abastecimento, a estratégia dos comerciantes nos boxes da Ceasa tem sido a cautela, enxugando as margens de lucro para evitar repasses abusivos que possam espantar a clientela final.