Um imóvel localizado na esquina das ruas Paranaguá e Pio XII, no coração da área central de Londrina, tornou-se o principal foco de reclamações de vizinhos e pedestres. O prédio, que no passado abrigou bares e lojas de roupas, está fechado há mais de sete anos e apresenta sinais severos de degradação, como pichações, janelas quebradas e portas arrombadas. Além do aspecto visual, o abandono transformou o local em um depósito de detritos e abrigo improvisado, gerando uma forte sensação de insegurança para quem circula pelo bairro, especialmente no período noturno.
Relatos de moradores indicam que o problema ultrapassa a estética urbana, configurando-se como um caso de saúde pública e criminalidade. A advogada Sandra Fonseca, residente na região há duas décadas, destaca que o local é frequentemente invadido pelo telhado para o roubo de fiação elétrica. Além disso, o acúmulo de lixo favorece a proliferação de vetores de doenças e o mau cheiro é constante. “A desvalorização imobiliária é imensa e o medo ao passar por aqui à noite é real. A realidade do bairro poderia ser outra se houvesse uma destinação para esse espaço”, desabafa a moradora.
Apesar das queixas, a solução para o impasse esbarra em questões burocráticas. Segundo vizinhos, ao acionarem a Prefeitura, a resposta obtida é que o IPTU do imóvel está em dia, o que limitaria o poder de intervenção direta do Município. Embora o proprietário realize limpezas esporádicas, os danos estruturais e a falta de uso efetivo do prédio continuam a castigar a vizinhança. Enquanto uma medida definitiva não é tomada, a região central de Londrina segue convivendo com um cenário de abandono em um dos endereços mais valorizados da cidade, reforçando a preocupação com segurança, saúde pública e valorização urbana.